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Alerj vai solicitar investigações sobre declarações do ministro da Justiça

Torquato Jardim, em entrevista à Rádio Bandeirantes, disse que comandantes são sócios do crime

Por Marcelly Setúbal e Luiza Muttoni, às 17:55 - 31/10/2017 | Atualizado às 17:56 - 31/10/2017

O ministro afirmou que comando da PM decorre de acerto com deputados e crime organizado (Foto: Agência Brasil)

A Comissão de Segurança da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro vai enviar a representação à Procuradoria-Geral da República solicitando investigações sobre as declarações do ministro da Justiça, Torquato Jardim, contra comandantes da Polícia Militar.

A Alerj também vai enviar um ofício ao Ministério da Defesa pedindo que Jardim compareça à Casa e dê informações sobre as declarações, como explica o deputado Flávio Bolsonaro, do PSC.

O secretário de Segurança do Rio de Janeiro, Roberto Sá, se disse indignado com as palavras de Torquato Jardim. Em entrevista à Rádio Bandeirantes, Jardim afirmou que os chefes das unidades policiais possuem envolvimento com o crime organizado.

O ministro Torquato Jardim fez duras críticas às polícias Civil e Militar e disse que o crime não consegue se organizar sem o conhecimento e a cobertura das autoridades locais.

Na entrevista, Torquato Jardim reforçou a afirmação dada ao blog do Josias, no site UOL, de que os comandantes são sócios do crime e que a escolha para o comando dos batalhões precisa levar em consideração o mérito da carreira de cada um, e não as conexões políticas dos escolhidos.

O ministro da Justiça também disse que acabar com o conluio é um desafio para Sá e o governador Luiz Fernando Pezão.

Em nota, o secretário Roberto Sá ressaltou que o comandante geral da corporação tem autonomia para escolher os dirigentes dos batalhões, através de critérios técnicos.

Ao blog, o ministro se disse convencido de que a morte do comandante do Batalhão do Méier, coronel Luiz Gustavo Teixeira, na última quinta-feira, foi um acerto de contas. O carro em que estava o oficial era descaracterizado e foi alvejado diversas vezes.

O secretário Roberto Sá também rebateu a declaração e afirmou que as primeiras linhas de investigação da Divisão de Homicídios apontam para a tentativa de roubo.

O ministro Torquato Jardim também confirmou que informações sobre as operações das Forças Armadas no Rio de Janeiro vazaram, mas disse que o erro já foi superado. Jardim disse que um grupo de trabalho, envolvendo o Tribunal Superior Eleitoral e os ministérios da Justiça e da Defesa, foi criado para evitar, ao máximo, possíveis consequências nas eleições.

Em nota, o Governador Luiz Fernando Pezão afirma que o Executivo e a PM não negociam com criminosos, e que nunca foi procurado para tratar do assunto. Pezão também frisa que as escolhas de comandos de batalhões e delegacias do Estado são técnicas, e que jamais recebeu pedidos de deputados para os cargos.

O prefeito do Rio, Marcelo Crivella, não recebeu bem as declarações e disse que não se pode generalizar.

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