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Anotações criminais demoram a ser retiradas mesmo após Justiça reconhecer prisões injustas - Editoriais - Band News FM

Justiça

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Anotações criminais demoram a ser retiradas mesmo após Justiça reconhecer prisões injustas

A reportagem ouviu duas pessoas que relatam o problema depois de terem sido encarceradas por crimes que não cometeram

Por Carlos Briggs, às 18:30 - 31/07/2020 | Atualizado às 20:46 - 31/07/2020

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Após caso de cabelereira presa no lugar da irmã vir à tona, cariocas relatam situações semelhantes (Foto: Agência Brasil)

Após vir à tona o caso de Danielle Estevão, presa injustamente no lugar da irmã e, dois anos após o erro, seu nome ainda constar no sistema judiciário e de segurança do Estado como ex-presidiária, novos casos semelhantes surgiram e envolvendo até policiais civis.

A inspetora aposentada Sylvia de Oliveira foi indiciada pela Corregedoria Geral Unificada, de forma injusta, e só conseguiu ser indenizada 11 anos depois da entrada no processo.

O ex-agente penitenciário Roberto Marcolino, que trabalhou na área por 22 anos, afirma que passar cerca de 10 dias presa, como o caso da ouvinte Danielle Estevão, traz traumas irreparáveis.

Um ouvinte, que prefere ser identificado apenas como Adriano, também fala da morosidade do Estado. Ele teve o carro roubado, conseguiu recuperar no mesmo dia, mas o problema levou um ano para ser resolvido.

A cabelereira Danielle Estevão Fortes, de 27 anos, aguarda que a mesma justiça responsável pelo erro que a levou para cadeia retire o nome dela do sistema e, com isso, faça com que deixe de ser considerada ex-presidiária. A confusão começou com a Polícia Civil e terminou no judiciário fluminense. Danielle foi presa no lugar da irmã, Daniela Silva Estevão, acusada de assaltar duas lojas de celulares em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, em 2018.

Em junho do ano passado, Danielle Estevão foi chamada à delegacia de Magé, na mesma região, onde foi cumprido um mandado de prisão preventiva contra ela. A acusada, injustamente, trabalhava em um salão de beleza da cidade e sempre teve endereço fixo. Sem a presença de um advogado, foi encaminhada para o presídio de Benfica, na Zona Norte do Rio, e, de lá, para o Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste, onde ficou por 11 dias. Passados 14 meses, o nome de Danielle Estevão ainda consta como ex-presidiária.

Ouça a reportagem completa clicando no player de áudio.

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