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Argentinos não conseguem voltar para país por causa de medidas restritivas - Editoriais - Band News FM

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Argentinos não conseguem voltar para país por causa de medidas restritivas

A Argentina é o único país no mundo a limitar o retorno dos próprios cidadãos

Por Rafaela Cascardo, às 20:01 - 09/08/2021

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Cento e cinquenta argentinos ou residentes do país reclamam que não conseguem voltar para casa por causa das medidas restritivas impostas pelo governo argentino, diante da variante Delta do coronavírus. Muitos têm passado por dificuldades financeiras por causa estadia forçada no Brasil. A maioria está no Rio de Janeiro ou em São Paulo.

A Argentina é o único país no mundo a limitar o retorno dos próprios cidadãos, levando companhias aéreas a cancelarem voos e a reavaliarem operações no país. Atualmente, só mil argentinos e residentes podem entrar na Argentina diariamente pela único acesso, o aeroporto internacional de Buenos Aires, já que as fronteiras estão fechadas para o acesso terrestre.

No fim de semana, o presidente Alberto Fernández anunciou aberturas progressivas, mas mesmo assim a brasileira Renata Bastos, que tenta retornar para Buenos Aires desde o mês passado, não tem previsão de volta.

A Heloisa Perobelli está em São Paulo com a filha de 9 anos. Ela reclama que poucos voos estão sendo abertos.

Para o advogado especialista em Direito Internacional, Maurício Ejchel, o decreto argentino é inconstitucional.

O Consulado da Argentina no Rio disse que fornece informações e canaliza ao Governo argentino casos que envolvem razões humanitárias, de emergência ou de saúde, para que as autorizações de entradas terrestres sejam feitas. O Consulado também disse que trabalha para que as companhias aéreas priorizem os passageiros com voos cancelados e que espera que a situação melhore em setembro.

A reportagem também procurou a Embaixada, que não deu retorno.

A companhia aérea Latam, que é uma das citadas pelo grupo, disse que foi preciso reduzir ou manter suspensa parte dos voos previstos até abril de 2022. As outras companhias não comentaram o assunto.

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