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Atropelador de Copacabana entrega passaporte na delegacia

Uma resposta da Polícia Federal é esperada para saber se Antonio Anaquim tem dupla cidadania

Por Christiano Pinho, às 12:56 - 31/01/2018 | Atualizado às 10:32 - 01/02/2018

Antonio Anaquim omitiu ao Detran que sofria de epilepsia (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

O passaporte do motorista que atropelou 18 pessoas em Copacabana, causando a morte de uma bebê de 8 meses, foi entregue por volta das 11 horas da manhã por um advogado dele, na delegacia do bairro da Zona Sul. A determinação judicial atende a um pedido feito pela Polícia Civil, pois Antonio Almeida Anaquim, de 41 anos, tinha intenção de deixar o Brasil por causa da repercussão que o caso tomou, segundo informações recebidas pelos investigadores.

De acordo com o delegado Gabriel Ferrando, a determinação tem caráter preventivo e a corporação ainda aguarda uma resposta da Polícia Federal para saber se Anaquim possui dupla cidadania, o que facilitaria a saída dele do país. Segundo a defesa de Antonio Anaquim, não haveria como o motorista fugir do Brasil já que o passaporte dele estava vencido desde 2016.

Na noite do último dia 18, o administrador perdeu o controle do carro, invadiu o calçadão de Copacabana e acabou matando uma bebê de oito meses e ferindo 17 pessoas. Duas ainda estão internadas em hospitais municipais. O caso mais grave é o de Daniel Marcos Phillips, de 62 anos, internado no CTI do Hospital Miguel Couto, também na Zona Sul. O australiano teve traumatismo craniano e respira com a ajuda de aparelhos.

A família da bebê Maria Louize pretende processar o motorista por causa da morte da criança. No domingo passado (28), a vítima foi homenageada por parentes e amigos no mesmo local do acidente.

Antônio Anaquim responde em liberdade por homicídio culposo - quando não há a intenção de matar - e lesão corporal. Na noite do atropelamento, ele contou à polícia que sofre de epilepsia, condição omitida ao Detran quando tirou a carteira de habilitação. Ele alegou ter sofrido um apagão no momento do acidente. O motorista também estava com o direito de dirigir suspenso.

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