TRANSPORTES

Metrô Bom
Navio Bom
Trem Bom
Avião Bom
Bombeiro socorrista é ouvido pela Polícia Civil sobre a morte de João Pedro - Editoriais - Band News FM

Polícia

Texto:
+
-

Bombeiro socorrista é ouvido pela Polícia Civil sobre a morte de João Pedro

O menino de 14 anos morreu durante operação em São Gonçalo

Por Caroline Lacerda, às 00:27 - 26/05/2020 | Atualizado às 08:02 - 26/05/2020

00:00 / 00:00

O menino foi levado de helicóptero até à Lagoa, onde um médico bombeiro atestou a morte dele (Foto: Reprodução/Rede Social)

Horas antes de morrer durante uma operação no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, o jovem João Pedro, de 14 anos, enviou mensagens para a tia e a mãe com medo do confronto que acontecia a poucos metros da casa onde estava.

Na troca de mensagens de João com a tia, Denize Pinto, ele pede socorro e ela orienta o menino sobre como reagir caso a polícia entrasse na casa.

Em outro momento, João tenta acalmar a mãe, que enviou mensagem aflita para saber do filho.

Em texto, João afirma que que está dentro da casa e sem nenhum adulto presente.

No momento em que João Pedro foi baleado acontecia uma operação, coordenada pela Polícia Federal, com o apoio da Polícia Civil na comunidade. Segundo as investigações, o tiro que matou o menino é de um fuzil.

O tio do adolescente, Nadilton Pinto, conta que os policiais que estavam em um helicóptero confundiram as crianças com bandidos.

O menino foi levado de helicóptero da comunidade até à Lagoa, onde um médico bombeiro atestou a morte dele.

Até agora, três agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil foram afastados.

Nesta segunda-feira (25), a Polícia Civil ouviu o bombeiro socorrista, além de dois policiais da CORE. Nessa semana, estão previstos ainda os depoimentos dos familiares, além de outras testemunhas.

A Delegacia de Homicídios oficiou a Polícia Federal para prestar informações sobre a operação. Os agentes analisam os laudos de perícia do local e de necropsia e aguardam o de confronto balístico. Uma reprodução simulada está prevista para ser realizada após a conclusão dos depoimentos e laudos periciais.

A delegacia convidou o Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública, que está assistindo a família, e o Ministério Público para acompanharem a reprodução simulada. O Ministério Público Federal solicitou à PF informações sobre a ação, além da apuração sobre a possibilidade de ocorrência de ocultação de cadáver.

NEWSLETTER
OU