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Cabral afirma que Nuzman indicou Lamine Diack para intermediar compra de votos para Rio se tornar sede das Olimpíadas - Editoriais - Band News FM

Política

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Cabral afirma que Nuzman indicou Lamine Diack para intermediar compra de votos para Rio se tornar sede das Olimpíadas

O ex-governador afirma ainda que outros políticos sabiam do esquema criminoso

Por Tatiana Campell, às 16:51 - 04/07/2019 | Atualizado às 17:23 - 04/07/2019

Segundo Cabral, atletas como Bernard Rajzman, Sergei Bubka receberam a vantagem indevida (Foto: Divulgação)

O ex-governador Sérgio Cabral afirmou que pagou U$ 2 milhões para a compra de votos para que a Olimpíada Rio 2016 acontecesse na capital fluminense.

Cabral disse ainda que, em agosto de 2009, o ex-presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, e o ex-diretor de operações do Comitê Rio 2016, Leonardo Gryner o procuraram para um “encontro urgente”. O ex-governador disse que neste momento, ambos disseram que o então presidente da Federação Internacional de Atletismo, Lamine Diack, garantiria até 6 votos, pelo valor de U$ 1,5 milhão, para que a cidade do Rio passasse pela primeira fase das votações.

O Mdbista conseguiu a verba através de Arthur Soares, o Rei Arthur, com quem, segundo ele, já tinha um crédito de propina em contratos do estado:

Logo depois, em setembro, dias antes do famoso jantar que ficou conhecido como “Farra dos Guardanapos” o ex-governador disse que Nuzman e Gryner voltaram a procurá-lo para uma nova oferta de Lamine Diack. De até 9 votos no total, mas que teria um adicional de U$ 500 mil.

Cabral afirmou que autoridades brasileiras como o ex-prefeito, Eduardo Paes, o ex-secretário executivo do COB, Carlos Roberto Osório e o ex-presidente Lula, sabiam do esquema criminoso, mas que não participaram das tratativas para a compra de votos.

O ex-governador disse ainda que ao questionar Nuzman de onde viriam os votos, o ex-presidente do Comitê Olímpico Brasileiro afirmou que seriam de alguns membros africanos do comitê e também de representantes do atletismo. Cabral afirmou que pelo menos 3 ex-atletas receberam vantagem indevida. O ucraniano do salto com vara, Sergei Bubka e o ex-nadador russo, Alexander Popov.

O ex-governador disse por fim que enquanto presos na Cadeia Pública de Benfica, na Zona Norte, Carlos Athur Nuzman e Leonardo Gryner teriam combinado de negar todas as acusações.

Questionado pelo juiz federal Marcelo Bretas se havia necessidade da compra dos votos. Cabral questionou:

O interrogatório ao juiz Marcelo Bretas foi um pedido da defesa do ex-governador, que pretende colaborar com as investigações da operação Unfairplay, que investiga o favorecimento a comitês olímpicos de outros países para que votassem para o Rio de Janeiro virar sede das Olimpíadas de 2016.

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