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Caso Agatha: polícia ouve testemunhas e kombi passa por perícia - Editoriais - Band News FM

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Caso Agatha: polícia ouve testemunhas e kombi passa por perícia

Família cobra justiça após morte da menina no Complexo do Alemão

Por Gustavo Sleman, às 21:39 - 21/09/2019 | Atualizado às 22:48 - 21/09/2019

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Segundo a Polícia Civil, uma reprodução simulada deve ser realizada (Foto: Reprodução | Redes Sociais)

O motorista da Kombi em que a menina Agatha Vitória Sales Félix estava quando foi atingida por uma bala perdida é ouvido pela Polícia Civil do Rio neste sábado (21). O veículo também passou por perícia. A garota de 8 anos morreu após ser baleada nas costas. O caso aconteceu na sexta-feira (20) no Complexo do Alemão, na Zona Norte. Ela foi levada para o Hospital Getúlio Vargas, na Penha, na mesma região, mas não resistiu aos ferimentos.

De acordo com a Polícia Civil, o corpo da menina já foi liberado pelo Instituto Médico Legal. Mais cedo, a Comissão Estadual de Direitos Humanos, que acompanha o caso, afirmou que a liberação ainda não tinha ocorrido por falta de um funcionário que soubesse operar um equipamento capaz de verificar a imagem do fragmento do projétil. Em nota, a corporação informou que o scanner não estava destravado corretamente, mas o problema foi solucionado por uma equipe técnica. 

Moradores do Complexo do Alemão, fizeram um protesto na comunidade neste sábado (21). Um outro ato, organizado pela Ong Rio de Paz no Cristo Redentor, lembrou outras crianças vítimas da violência no Rio este ano.

Segundo a plataforma Fogo Cruzado, Agatha é a quinta criança morta de um total de 16 atingidas por balas perdidas este ano. Mãe de três filhos e moradora do conjunto de favelas, Camila Aparecida Silva Santos critica a omissão do poder público. 

Um novo protesto foi marcado para segunda-feira (23) em frente à Assembleia Legislativa do Rio. 

Moradores afirmam que o autor do disparo seria um policial militar. Já a corporação alega que policiais da UPP Fazendinha reagiram a um ataque de criminosos. O avô da menina, Ailton Felix criticou a ação que resultou na morte da neta.

Para o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio, Luciano Bandeira, as operações policiais não apresentam resultados efetivos. 

Segundo a Polícia Civil, uma reprodução simulada deve ser realizada, mas ainda não há uma data prevista. Com a morte de Agatha, sobe para 29 o número mortes por balas perdidas, num total de 124 vítimas este ano no estado. O levantamento é da BandNews FM.

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