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Caso Patrícia Amieiro: depoimento de testemunha-chave é juntado ao processo - Editoriais - Band News FM

Justiça

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Caso Patrícia Amieiro: depoimento de testemunha-chave é juntado ao processo

O crime aconteceu há 12 anos e pode ter reviravolta

Por Carlos Briggs e Maurício Bastos, às 16:03 - 24/09/2020 | Atualizado às 01:36 - 25/09/2020

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O depoimento passa a ser considerado como prova produzida (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

"Calma, que a gente vai resolver". Esta frase, segundo a testemunha chave que pode convocar um novo júri popular no caso da morte da engenheira Patrícia Amieiro, foi dita por um policial militar para tentar acalmar outros dois agentes que estavam na cena do crime.

O depoimento do homem ao Ministério Público do Rio já está anexado ao processo no Tribunal de Justiça do Rio.

Ele deu detalhes, aos promotores, de como os dois policiais militares abriram fogo em direção ao carro da jovem, à época com 24 anos, a forma como ela perde o controle da direção e capota com o veículo e, ainda, a tentativa dos PMs de retirarem Patrícia, puxando a vítima pelos braços, ainda com vida.

No depoimento, a testemunha conta que um dos dois policiais que estavam no local colocou as mãos na cabeça, expressando desespero. PMs que chegaram em outra viatura passaram a acalmar os dois agentes, dizendo que resolveriam a situação.

O depoimento da testemunha durou quase duas horas e impressionou o Ministério Público, em função da riqueza de detalhes.

Agora, anexado ao processo, o depoimento passa a ser considerado como prova produzida. O advogado da família Amieiro, Alexandre Dumans, acredita que o Tribunal vai querer ouvir a testemunha em juízo e que um novo um júri vai ser marcado.

Antes do depoimento, a mãe de Patrícia fez um apelo. Tânia Amieiro suplicou para que a testemunha seja ouvida pelos desembargadores o mais rapidamente possível.

O depoimento foi dado ao Ministério Público nesta terça-feira. A testemunha garante: os promotores estão convencidos do que foi relatado.

Em junho de 2008, a engenheira voltava para casa após sair de uma festa na Zona Sul do Rio. A Polícia Civil e o Ministério Público concluíram que o carro conduzido por Patrícia foi alvo de disparos depois de ter sido confundido com o veículo de um traficante.

A defesa dos PMs sustenta que o carro de Patrícia caiu no Canal de Marapendi e o corpo dela desapareceu.

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