TRANSPORTES

Metrô Bom
Navio Bom
Trem Bom
Avião Bom
Caso Patrícia Amieiro: PMs foram orientados por colegas sobre como agir diante do crime, diz testemunha - Editoriais - Band News FM

Justiça

Texto:
+
-

Caso Patrícia Amieiro: PMs foram orientados por colegas sobre como agir diante do crime, diz testemunha

A afirmação também consta no depoimento dado ao Ministério Público e já anexado ao processo no Tribunal de Justiça do Rio

Por Carlos Briggs, às 15:45 - 28/09/2020 | Atualizado às 18:36 - 28/09/2020

00:00 / 00:00

O caso aconteceu em uma madrugada de junho de 2008 (Foto: Reprodução)

Os policiais militares que vinham na viatura em perseguição ao carro da engenheira Patrícia Amieiro afirmaram que iriam orientar os outros dois PMs que atiraram na jovem como proceder diante do crime. A afirmação é da testemunha-chave do caso e que estava atrás do carro da vítima, na madrugada de junho de 2008.

A afirmação também consta no depoimento dado ao Ministério Público e já anexado ao processo no Tribunal de Justiça do Rio.

A testemunha ainda afirmou que os dois policiais que atiraram contra Patrícia chegaram a arrancar uma pulseira do braço dela, ao tentar puxar a vítima para fora do carro, já capotado, próximo ao Canal de Marapendi, na Barra da Tijuca, Zona Oeste. O homem afirma que Patrícia ainda mexia os braços, como quem pede ajuda.

No mesmo relato, o homem afirma que os policiais militares, dentro da viatura que ficava baseada na chegada à Barra da Tijuca, pelo túnel do Joá, dispararam, pelo menos, quatro vezes em direção ao carro de Patrícia, que perdeu o controle e capotou.

Outra informação relevante da testemunha é que o carro da engenheira, ao cair pela ribanceira, parou próximo ao Canal e com as quatro rodas para cima. A afirmação contraria a cena apresentada do crime, em que o veículo estava com as duas rodas para cima e já às margens do Canal de Marapendi.

Na semana passada, a testemunha afirmou à BandNews FM que já recebeu dois recados intimidatórios, com a orientação para que não levasse a denúncia adiante. Nesta sexta-feira (25), o Ministério Público informou que, através de e-mail, ofereceu à testemunha, o ingresso em programa de proteção. O taxista pediu mais informações sobre as condições para ingressar no serviço.

A Polícia Civil e o Ministério Público concluíram que o carro conduzido por Patrícia foi alvo de disparos depois de ter sido confundido com o veículo de um traficante. Já a defesa dos PMs sustenta que o carro caiu no Canal de Marapendi e o corpo da engenheira desapareceu.

A testemunha afirma que uma viatura ligou o giroscópio, na segunda galeria do Joá, no momento em que o carro de Patrícia já deixava o túnel. Ainda de acordo com o relato, mais à frente, já na chegada a Barra da Tijuca, de dentro de uma outra viatura, dois policiais militares abriram fogo contra a vítima.

Dos quatro policiais militares, dois foram condenados, mas por fraude processual, cuja pena é de três anos de prisão. Tanto os advogados da família Amieiro, como dos PMs, recorreram da decisão.

Ouça a reportagem completa clicando no player de áudio.

NEWSLETTER
OU