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Cedae alega que presença de substância produzida por algas alterou água no Rio - Editoriais - Band News FM

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Cedae alega que presença de substância produzida por algas alterou água no Rio

A companhia explica que não há risco à saúde dos consumidores

Por Caroline Lacerda , às 23:40 - 07/01/2020

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Cheiro forte, gosto amargo e coloração escura da água, estão entre as reclamações. (Foto: Agência Brasil)

A Secretaria Estadual de Saúde afirma que mais de 1.300 pessoas procuraram atendimento em unidades da Zona Oeste da capital fluminense por conta de casos de diarreia, gastroenterite e vômitos, entre os dias 20 de dezembro e 5 de janeiro.

Apesar disso, a pasta reforça que é precoce associar o aumento na procura de pacientes com as alterações encontradas na água de moradores do Rio de Janeiro.

Ao todo, 783 pessoas estiveram na UPA de Santa Cruz e 588 foram à UPA de Campo Grande II.

Entre as principais reclamações estão o cheiro forte, gosto amargo e coloração escura.

As alterações na água também foram percebidas em municípios da Baixada Fluminense.

O engenheiro sanitarista e professor do Departamento de Engenharia Sanitária e Meio Ambiente da UERJ, Adacto Ottoni, explica que a coloração escura não quer dizer necessariamente que a água esteja contaminada.

A Cedae informou que técnicos detectaram a presença de Geosmina, substância orgânica produzida por algas, nas amostras de água coletadas.

A companhia explica que, apesar disso, não há risco à saúde dos consumidores.

 

NOTA DA CEDAE:

“- Após análises finalizadas nesta terça-feira (07/01), técnicos da Cedae detectaram a presença da substância Geosmina em amostras de água. A Geosmina é uma substância orgânica produzida por algas e que não representa nenhum risco à saúde dos consumidores. Desta forma, a água fornecida pode ser consumida pela população.  

- A substância não oferece riscos à saúde, mas altera o gosto e o cheiro da água. O fenômeno natural e raro de aumento de algas em mananciais, em função de variações de temperatura, luminosidade e índice pluviométrico, causa o aumento da presença deste composto orgânico, levando a água a apresentar "gosto e cheiro de terra". Casos semelhantes ocorreram no Rio de Janeiro 18 anos atrás; em São Paulo, em 2008, e em municípios dos estados da Paraíba e do Rio Grande do Sul em 2018, por exemplo.

- Cabe informar que as amostras já analisadas na tarde desta terça-feira (07/01) na Estação de Tratamento do Guandu não apresentaram alteração quanto ao cheiro e ao gosto, estando dentro dos padrões. Ao longo do sistema, porém, a água ainda pode apresentar gosto e cheiro alterados em alguns locais. Por isto, a Cedae continuará monitorando todo o sistema de abastecimento ao longo da semana.

- Análises realizadas em unidades do macrossistema de abastecimento do Rio também estavam dentro dos indicadores estabelecidos pelas normas do Ministério da Saúde.”

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