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Com o passaporte expirado, holandês vive no Aeroporto do Galeão há quase três anos - Editoriais - Band News FM

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Com o passaporte expirado, holandês vive no Aeroporto do Galeão há quase três anos

Hendrikus Verweij, de 60 anos, que sem dinheiro, passaporte ou residência, fez das cadeiras do terminal sua casa

Por Daniella Dias, às 20:42 - 06/09/2019 | Atualizado em 20:43 - 06/09/2019

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Conhecido como Henki, o holandês veio ao Brasil a trabalho (Foto: Reprodução)

Já imaginou morar durante quase três anos, dentro de um aeroporto? Não, esse não é o roteiro do filme "O Terminal", estrelado por Tom Hamks, em 2004. Longe das telas, essa é a realidade do holandês Hendrikus Verweij, de 60 anos, que sem dinheiro, passaporte ou residência, fez das cadeiras do Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Zona Norte carioca, sua própria casa.

Conhecido como Henki, o holandês veio ao Brasil a trabalho. Com a falta de sucesso nos negócios ficou sem dinheiro e passou a morar no Galeão. Sem contato com a família na Holanda, Henki já procurou ajuda do Consulado Geral dos Países Baixos, mas conta que não encontrou o apoio que gostaria.

Em nota, o Consulado informou que conhece a situação de Hendrikus e que ofereceu ajuda para que ele obtenha a documentação da viagem para retornar à Holanda.

O RioGaleão informou que também tem ciência do caso do holandês, mas que ele não vive em situação de rua. A afirmação do aeroporto, no entanto, não é a realidade de quem olha para o estrangeiro que, nas primeiras semanas morando no aeroporto, emagreceu 30 quilos por não ter dinheiro para comprar comida.

Durante duas horas de conversa com o holandês, a reportagem percebeu que a figura dele... é conhecida no aeroporto. Henki diz que os próprios funcionários das lojas no Galeão oferecem café da manhã, almoço e lanche para ele.

A especialista em direito estrangeiro e imigratório Elizabeth Negris explica que a Polícia Federal já deveria ter deportado o holandês já que o passaporte dele está expirado.

Em maio do ano passado, a israelense Olga Babaeva morou no saguão do Aeroporto do Galeão por escolha própria. Na época, ela afirmou que já havia feito o mesmo em outros sete países e que tinha escolhido o Rio de Janeiro pela beleza do local. Segundo Olga, o passaporte dela foi roubado em Manaus e, para pedir asilo à Polícia Federal, apresentou fragmentos do documento às autoridades.

Procurada, a PF não se posicionou sobre a situação do holandês.

Ouça a reportagem completa clicando no player de áudio.

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