TRANSPORTES

Metrô Bom
Navio Bom
Trem Bom
Avião Bom
Comissão da Covid-19 na Alerj conclui relatório sobre gastos com contratos emergenciais durante pandemia - Editoriais - Band News FM

Política

Texto:
+
-

Comissão da Covid-19 na Alerj conclui relatório sobre gastos com contratos emergenciais durante pandemia

O Governo do Rio gastou cerca de R$ 1,7 bilhão em contratos emergenciais da área da Saúde, em pouco mais de três meses

Por Daniella Dias e Gustavo Sleman, às 20:59 - 08/10/2020 | Atualizado às 21:41 - 08/10/2020

00:00 / 00:00

Entre junho e outubro, o colegiado acompanhou a situação fiscal e denúncias de irregularidades (Foto: Octacílio Barbosa/Alerj)

Em pouco mais de três meses de pandemia, o Governo do Rio atingiu a marca de R$ 1,7 bilhão em contratos emergenciais da área da Saúde. Foram 196 acordos firmados com Organizações Sociais e empresas. A maior parte do valor só não foi pago porque as negociações entraram nas investigações do Ministério Público Federal.

Os dados são do relatório final da Comissão da Covid-19 da Assembleia Legislativa. Entre junho e outubro, o colegiado acompanhou a situação fiscal e denúncias de irregularidades em medidas de combate ao coronavírus.

Segundo o relator do grupo, o deputado Renan Ferreirinha, as análises constataram que 118 OSs e empresas foram beneficiadas por contratos emergenciais irregulares.

Das organizações e empresas citadas, 31 estão sendo investigadas por órgãos de controle. O relatório elaborado pelo grupo apontou que única empresa responde, sozinha, por 48% do total dos contratos emergenciais: o Instituto de Atenção Básica e Avançada.

O Iabas foi contratado por aproximadamente R$ 835 milhões para a construção e gestão dos hospitais de campanha. Das sete unidades anunciadas, apenas duas foram inauguradas com uma série de problemas: a de São Gonçalo, na Região Metropolitana, e a do Maracanã, da Zona Norte.

Os outros dois maiores acordos se referem à OZZ Saúde, contratada para a gestão do SAMU, e à Log Health, responsável por leitos de UTI. Os 196 contratos foram firmados por 18 Unidades Orçamentárias do Governo. Apenas o Fundo Estadual de Saúde concentra R$ 1,5 bilhão, a partir de 52 negócios.

De acordo com Renan Ferreirinha, para obter mais transparência, o relatório recomenda entre diversas medidas a instalação de uma CPI.

Com a deflagração de diferentes operações, alguns contratos foram suspensos, com isso, R$ 420 milhões foram efetivamente pagos a empresas que incluem medicamentos, compra de respiradores, testes de Covid-19, leitos de UTI, entre outros.

Essas ações culminaram em quatro trocas de secretários estaduais de Saúde, incluindo a prisão de um deles, Edmar Santos, além do afastamento do então governador, Wilson Witzel, que enfrenta um processo de impeachment.

Ouça a reportagem completa clicando no player de áudio.

NEWSLETTER
OU