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Crescimento de indicadores da Covid-19 acende sinal de alerta no RJ - Editoriais - Band News FM

Saúde

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Crescimento de indicadores da Covid-19 acende sinal de alerta no RJ

No município, a taxa de ocupação dos leitos de UTI está acima de 90%

Por Luanna Bernardes, às 15:21 - 20/11/2020 | Atualizado às 15:25 - 20/11/2020

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Marcelo Crivella, reconhece a possibilidade de uma segunda onda da Covid-19 (Foto: Agência Brasil)

O prefeito do Rio, Marcelo Crivella, reconhece a possibilidade de uma segunda onda da Covid-19 no Rio de Janeiro.

O assunto foi levantado durante o debate do segundo turno das eleições à Prefeitura do Rio, realizado pela TV Band, nesta quinta-feira. Ao final do encontro, na sede do Grupo Bandeirantes, Crivella confirmou a informação.

A alta nos números da doença acende um alerta em todo o Estado. De acordo com o secretário de saúde Carlos Alberto Chaves, a análise da média móvel vai permitir avaliar se o Rio pode estar diante de uma segunda onda da Covid-19.

Segundo a Secretaria de Saúde, um atraso no repasse de dados sobre a Covid-19 do Ministério da Saúde gerou aumento no registro do número de óbitos desta semana. No município do Rio, a taxa de ocupação dos leitos de UTI está acima de 90% há uma semana. Nos leitos estaduais, a taxa está em 60%

Já os leitos da rede SUS, que somam os leitos das redes federal e estadual, estão em 81%. Por enquanto, tanto município quanto Estado afirmam que não há falta de leitos para pessoas com Covid-19.

O alerta para uma possível segunda onda da doença já chegou ao interior do Estado. Três colégios da rede estadual do Norte Fluminense tiveram as aulas suspensas por causa do aumento de casos de Covid-19.

Nesta quinta-feira, a Secretaria de Saúde abriu 83 leitos, que foram distribuídos em várias unidades. A maioria foi disponibilizada no Hospital Universitário Pedro Ernesto.

Em São Gonçalo, na Região Metropolitana, a Prefeitura anunciou restrições. Segundo o município, o novo decreto que restringe as medidas de flexibilização até o dia 27 de novembro, não se trata de um lockdown, apesar de um dos artigos autorizar apenas o funcionamento de serviços essenciais, como farmácias e supermercados, respeitado o limite de até 2/3 de ocupação.

No entanto, um outro artigo do mesmo decreto permite que estabelecimentos como shoppings, bares e salões de beleza funcionem com as mesmas regras. No mesmo documento, a prefeitura ainda determina a restrição de circulação de pessoas nas ruas sem justificativa.

O sanitarista da Fiocruz Christovam Barcellos afirma que as medidas de restrição são fundamentais, mas não deveriam ser adotadas de forma isolada pelas cidades com alta dos casos.

São Gonçalo chegou a 100% da ocupação de leitos Covid, tanto em UTIs como enfermarias nas redes pública e privada.

Não estão liberadas as atividades dos setores de turismo, cultura, lazer, educação, igrejas e academias, enquanto as demais devem funcionar com 2/3 de sua capacidade.

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