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Política

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David Miranda contesta investigação do MP-RJ sobre movimentações financeiras

O deputado alegou que as acusações são uma tentativa de retaliação às publicações de vazamentos da operação Lava-Jato

Por Emily Almeida, às 19:18 - 11/09/2019 | Atualizado em 09:40 - 12/09/2019

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O deputado fluminense disse que nunca rodou material na gráfica citada na reportagem (Foto: Marcelo Camargo | Agência Brasil)

O deputado federal David Miranda contesta a investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro sobre as movimentações financeiras dele.

De acordo com o jornal 'O Globo', o relatório do COAF apontou que houve fluxo atípico de R$2,5 milhões entre abril do ano passado e março deste ano. O parecer foi enviado ao MP dois dias após o início das publicações da série de reportagens do jornal The Intercept com revelações sobre a Lava Jato. 

O parlamentar disse que a quantia é compatível com a renda da família, explicando que ele o marido, o cofundador do The Intercept, Glenn Greenwald, têm uma empresa em conjunto, que soma renda aos salários de ambos, além de outros projetos, como livros, filmes e palestras. Para David Miranda, as acusações são uma tentativa de retaliação às publicações de vazamentos da Lava Jato. E completou que, como o salário dele, o de Greenwald é de informação pública já que o portal de notícias é uma organização não-governamental.

Miranda disse que ainda não foi notificado sobre qualquer ação e que soube do caso pela imprensa. O parlamentar informou que a única decisão que a assessoria tomou ciência até agora foi a negativa da justiça ao pedido do MP de quebrar o sigilo bancário dele.

Gleen publicou um vídeo na internet criticando o MP, afirmando que o órgão tenta comparar a situação com o caso do senador Flávio Bolsonaro, e que o salário dele nos Estados Unidos é maior do que as quantias fracionadas na investigação. 

A quinta Promotoria de Tutela Coletiva de Defesa da Cidadania informou que a investigação corre sob sigilo. Por isso, não será possível prestar nenhuma informação.

O COAF não informou se o relatório foi encaminhado antes ou depois que o órgão passou do Ministério da Justiça para o Banco Central. Também não concedeu qualquer outra informação sobre o caso, alegando que todas as atribuições do conselho são mantidas sob sigilo. Desde o dia 19 de agosto, por força de uma medida provisória, o órgão passou a se chamar Unidade de Inteligência Financeira. 
Vale mencionar que movimentações atípicas só configuram crime se a origem do dinheiro for ilícita, o que pode ser apurado caso haja uma investigação.

O COAF classifica como atípico, por exemplo, quando alguém faz depósitos ou saques em valores fracionados menores que 30 mil reais. Valores acima desse devem ser informados pelas instituições financeiras. 

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