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Delegados criticam Bolsonaro por fala sobre caso Marielle Franco - Editoriais - Band News FM

Política

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Delegados criticam Bolsonaro por fala sobre caso Marielle Franco

Membros da Polícia Civil disseram que Bolsonaro age "com intuito de inibir a imparcial apuração da verdade".

Por Marcus Sadok , às 17:53 - 03/11/2019 | Atualizado às 19:01 - 03/11/2019

A procuradoria-geral da república disse que não vai se manifestar sobre as declarações de Bolsonaro (Foto: EBC)

Associações e sindicatos de delegados criticaram a fala do Presidente Jair Bolsonaro, que afirmou ter tido acesso as ligações da portaria do Condomínio Vivendas da Barra, onde tem uma casa, para que não fossem adulteradas.

Em uma nota conjunta os delegados disseram que Bolsonaro usa o cargo de chefe de estado para atacar e intimidar o responsável pela investigação na Divisão de Homicídios do Rio de Janeiro, "com ituito de inibir a impartial apuração da verdade".

Durante uma agenda em Brasília, no sábado (02), o Presidente voltou a acusar o governador Wilson Witzel de ser os responsável por vazar as informações do inquérito, que estão sob sigilo.

A procuradoria-geral da república disse que não vai se manifestar sobre as declarações de Bolsonaro.

O governador do Rio está em viagem oficial, na Inglaterra. A assessoria de Wilson Witzel disse em nota, que o chefe do executivo estadual nega as acusações. 

Já a Polícia Civil do Rio confirmou que abriu uma investigação para apurar quem são os responsáveis por divulgar videos na internet com "fake news" contra o governador, no caso Marielle.

Uma reportagem da TV Globo mostrou, na terça, que um porteiro do condomínio do presidente disse, em depoimento, que Bolsonaro teria autorizado a entrada de um dos acusados de matar Marielle, Élcio Queiroz,no condomínio, no dia do assasinato.O ex-policial militar Ronnie Lessa também mora no local./ O Ministério Público informou que foi Lessa o responsável por autorizar a entrada de Élcio Queiroz no condomínio e não Bolsonaro, que estava em Brasília no dia.

Nesta segunda-feira, membros do Ministério Público do Rio realizam uma manifestação na sede

Procurador-Geral de Justiça do Rio de Janeiro, Eduardo Gussem, negou que a reunião de afastamento da procuradora Carmen Eliza do caso Marielle Franco teve gritos, discussões e defendeu a ética dela.

Em nota divulgada neste sábado, Guesem afirmou que Carmen sempre agiu com ética, dedicação e responsabilidade, sendo uma das mais destacadas Promotoras do Tribunal do Juri da atualidade.
 
Na quinta, fotos na internet mostraram a procuradora fazendo postagens a favor do presidente Jair Bolsonaro.

Também neste sábado, a família de Marielle Franco defendeu o afastamento do Ministro Sérgio Moro das investigações, depois de Moro pedir a federalização do caso.

Segundo os familiares da parlamentar, Sérgio Moro só passou a se preocupar com a apuração do crime depois da menção ao nome do Presidente Jair Bolsonaro.

Ainda na nota os familiares de Marielle disseram "que Sergio Moro contribuirá muito mais se ele permanecer afastado das apurações".

Procurada, a assessoria do Ministro ainda não respondeu.

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