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Flordelis é apontada pelos filhos como mentora do crime - Editoriais - Band News FM

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Flordelis é apontada pelos filhos como mentora do crime

Anderson do Carmo foi assassinado em junho, na casa da família

Por Yasmin Bachour, Pedro Antônio Guimarães e Emilly Almeida, às 19:18 - 21/08/2019 | Atualizado em 08:12 - 22/08/2019

Marzy contou à polícia ter oferecido R$ 10 mil à Lucas pela morte do pai (Foto: Reprodução | Facebook)

A família de Anderson do Carmo acredita que Flordelis teve participação direta na morte do pastor e que o assassinato foi planejado para que a deputada federal passasse a controlar os bens da família, já que, até então, todo o dinheiro era administrado por ele.

Em declaração dada à Polícia, Wagner Andrade Pimenta, conhecido como Misael, afirmou que a deputada manipulava e sondava os filhos há pelo menos dois anos para saber se alguém teria coragem de matar o pastor. Para os investigadores, Alexsander Felipe, conhecido como Luan, afirmou que Simone, filha biológica da parlamentar, teria dito que "Fordelis havia mandado ela contratar alguém para ‘apagar’ Anderson”.

Os depoimentos mostram ainda o plano elaborado por Marzy Teixeira da Silva, filha adotiva do casal. Após um desentendimento com o pastor, por conta do furto de dinheiro dentro da casa da família, ela contou que "chegou ao ponto de não mais suportar se relacionar com o pai adotivo. Em seguida, falou que no início do ano, “ofereceu a Lucas (Lucas Cézar dos Santos) a quantia de R$ 10 mil para que matasse Anderson". O irmão teria aceitado o combinado, mas segundo Marzy, ela se arrependeu depois.

Apesar disso, ela negou ter qualquer envolvimento com o assassinato do pastor. Lucas e o irmão e filho biológico de Flordelis, Flávio dos Santos, estão presos acusados de homicídio duplamente qualificado. O advogado da família de Anderson do Carmo disse que ainda vai pedir acesso aos depoimentos, mas antecipou que acredita que a Polícia já pode indiciar Flordelis.

Após descobrir que estavam tramando a morte dele, o pastor teria dito que iria grampear os celulares de todos da casa. Marzy disse então que comprou um novo chip para poder se comunicar com a mãe. Segundo Marzy, Flordelis sabia do plano e teria dito que "não tinha dinheiro" e disse a Marzy que "não fizesse nada que se arrependesse depois".

Marzy ainda contou que Anderson tomava remédios psiquiátricos e para o estômago receitados, mas somente quando Flordelis ordenava. Depois, sem autorização da mãe, ela passou a misturar os medicamentos na comida dele. Em janeiro de 2019, ela falou com Lucas sobre um carro roubado deixado na rua de casa e que, por isso, o pai estava atrás do contato do filho. A ela, Lucas se recusou a tirar o veículo.

Ainda em depoimento, Marzy ainda negou saber algo sobre o envolvimento da irmã Simone, e também voltou a dizer que não sabe e não tem envolvimento com o assassinato do pastor.

A Delegacia de Homicídios de Niterói, responsável pelo caso, abriu uma segunda fase de investigação, para apontar outros envolvidos no crime.

O que se sabe até agora é que Lucas Cesar dos Santos de Souza, filho adotivo do casal, e Flávio Rodrigues, filho biológico de Flordelis, participaram do crime. Flávio teria efetuado os disparos, e Lucas ajudado a comprar a arma. Os dois estão presos em Bangu 9, no Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste do Rio, e vão responder por homicídio qualificado.

Procurada a defesa de Lucas ainda não se pronunciou. O advogado de Flávio afirma que "os depoimentos reforçam a tese de não autoria e que deixam mais evidente que a confissão prestada pelo seu representado de que não se deu de forma espontânea." A assessoria da deputada nega. Em relação ao depoimento de Wagner Andrade Pimenta, o Misael Flordelis, filho adotivo dela, a defesa diz a acusação de ser ela a mentora intelectual do assassinato do Pastor Anderson do Carmo não é verdadeira. 

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