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IPCA avança 0,24% e tem maior taxa para agosto desde 2016

A taxa foi puxada, principalmente, pelo aumento nos preços da gasolina, que chegou a 3,22%

Por Daniella Dias, às 10:22 - 09/09/2020 | Atualizado às 19:43 - 09/09/2020

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Os produtos alimentícios pesaram no bolso das famílias de menor renda, com alta de 0,80% (Foto: Helena Pontes/Agência IBGE Notícias)

A inflação de agosto foi a maior para o mês desde 2016, com alta de 0,24%. A taxa foi puxada, principalmente, pelo aumento nos preços da gasolina, que chegou a 3,22%.

Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, divulgados nesta quarta-feira (9), pelo IBGE. A pesquisa se refere às famílias com rendimento de um a quarenta salários mínimos.

Os alimentos para consumo no domicílio tiveram alta de 1,15%. Segundo o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov, ressalta que alguns produtos como o arroz, seguem em alta consecutiva.

Nesta quarta-feira, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão relacionou o aumento nos preços dos alimentos com o pagamento do auxílio emergencial.

O grupo da Educação foi o que mais segurou a inflação de agosto, já que as instituições de ensino aplicaram descontos nas mensalidades durante o período da pandemia de covid-19, devido à suspensão das aulas presenciais. O maior impacto foi observado na pré-escola, com deflação de 7,71%.

Em agosto, os brasileiros também sentiram no bolso o aumento nas despesas de casa, que registrou alta de 0,36%, em especial causada pelo aumento do aluguel residencial e da energia elétrica.

Cinco das 16 regiões pesquisas apresentaram recuo em agosto. Os menores índices foram registrados em Fortaleza, Rio de Janeiro, Belém e Vitória. Campo Grande registrou alta de 1,04% puxada pelo alta nos preços dos alimentos.

Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor, que se refere às famílias com renda de um a cinco salários mínimos, apresentou alta de 0,36% em agosto, sendo este o maior resultado para o mês dos últimos oito anos. Os produtos alimentícios pesaram no bolso das famílias de menor renda, com alta de 0,80% em agosto. No mês anterior o índice do grupo foi de 0,14%.

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