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Justiça decide que deputados afastados podem assumir cargos na Alerj - Editoriais - Band News FM

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Justiça decide que deputados afastados podem assumir cargos na Alerj

Os parlamentares ficaram presos preventivamente após desdobramentos da Lava Jato

Por Marcus Sadok, às 17:30 - 14/02/2020 | Atualizado às 19:49 - 14/02/2020

Alerj (Foto: Agência Brasil)

A Procuradoria da Assembleia Legislativa do Rio vai analisar a decisão da Justiça que autoriza a posse dos parlamentares afastados dos mandatos depois de presos em desdobramentos da Lava Jato. A decisão liminar é do desembargador Rogério de Oliveira Souza, do Tribunal de Justiça do Rio.

O pedido foi feito pelas defesas dos deputados Marcos Abrahão e Chiquinho da Mangueira, soltos após o Supremo Tribunal Federal decidir que caberia à Assembleia Legislativa do Rio votar a manutenção, ou não, da prisão dos deputados.

Para o professor de direito da Puc-Rio, Manoel Peixinho, a Alerj paga um alto preço por não abrir um processo no Conselho de Ética para apurar as denúncias do Ministério Público Federal.

Em 2018, a Operação Furna da Onça prendeu 10 deputados estaduais acusados de corrupção e lavagem de dinheiro em um esquema dentro da Assembleia Legislativa. Os parlamentares receberiam um "mensalinho". A movimentação financeira da organização criminosa chegou a R$ 54 milhões.

A decisão judicial foi criticada por parlamentares como Chicão Bulhões, do Partido Novo.

Para o deputado Renan Ferreirinha, do PSB, a volta dos deputados à Alerj é um retrocesso.

Eleitos em 2018, Marcos Abrahão e Chiquinho da Mangueira ficaram presos preventivamente na Furna da Onça, que investigou a corrupção entre deputados e empresas privadas, além do loteamento de cargos em órgãos públicos.

Na mesma operação, foram alvos André Corrêa (DEM), Marcus Vinícius Vasconcellos, o Neskau (PTB), e Luiz Martins (PDT). Todos estão soltos.

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