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Nove anos após morte da pequena Joanna, Justiça ainda não apontou culpados pelo crime - Editoriais - Band News FM

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Nove anos após morte da pequena Joanna, Justiça ainda não apontou culpados pelo crime

Pai da criança está entre os réus

Por Carlos Briggs, às 16:44 - 13/44/2019 | Atualizado em 16:52 - 13/52/2019

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Se fosse viva, a pequena Joanna Marcenal faria 15 anos (Foto: Divulgação)

20 de outubro é lembrado pelo dia mundial da estatística. Na mesma data, se fosse viva, a pequena Joanna Marcenal faria 15 anos. Assim como a frieza dos números, o desenrolar do processo que apura as responsabilidades na brutal morta da criança, não saiu do papel.

A impunidade pode ser um dos vetores para explicar a escalda na violência doméstica conta menores de idade no Brasil.

Aproximadamente 300 milhões de crianças, de 2 a 4 anos, em todo o mundo sofrem, regularmente, disciplina violenta por parte dos pais, o que significa dizer que em cada três menores, quatro estão nessa situação de vulnerabilidade.

No Brasil, segundo dados de 2016 do então Ministério de Direitos Humanos, o País registrou cerca de 400 casos por dia, o que representa 16 episódios de violência contra criança a cada hora. No dia 13 de agosto de 2010, a menina, de apenas cinco anos, não resistiu aos ferimentos, depois de dar entrada em uma unidade particular da Zona Oeste do Rio, vítima de maus tratos.

O laudo pericial apontou que Joanna Marcenal ficou cerca de 15 dias amarrada e sem comer. A criança estava na casa do pai, responsável pela guarda da menina. O servidor do Tribunal de Justiça fluminense, André Marins, responde a homicídio qualificado por meio cruel, assim como a madrasta de Joanna, Vanessa Maia Furtado.

Nove anos depois, a mãe de Joanna, que também é mãe de gêmeos, afirma estar nos filhos, a força para continuar viva. Para Cristiane Marcenal, uma necessidade para conseguir que a pequena Joanna não seja apenas uma estatística... da violência doméstica.

A criança passava uma temporada com o pai, André Marins, quando deu entrada no Hospital Rio Mar, na Barra da Tijuca, com hematomas pelo corpo, marcas de queimaduras nas nádegas, além de suja pela própria urina e fezes.

Apesar do quadro, a Joanna foi liberada, mesmo em coma, após ser atendida por um falso médico. Alex Sandro Cardoso foi indiciado por falsidade ideológica. A pediatra responsável pela contratação do, na época, estudante, Sarita Fernandes Pereira, responde por homicídio como dolo eventual, quando se assume o risco de matar.

Após apresentar quadro de convulsões, a criança foi levada para o Hospital Amiu, na Zona Sul da cidade, onde ficou internada por 26 dias. Depois de confirmada a morte cerebral, a criança não resistiu.

Ouça a reportagem completa clicando no player de áudio.

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