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PGR recebe proposta de acordo de delação premiada do empresário Arthur Soares, o Rei Arthur, que cita Wilson Witzel - Editoriais - Band News FM

Política

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PGR recebe proposta de acordo de delação premiada do empresário Arthur Soares, o Rei Arthur, que cita Wilson Witzel

A informação é de uma reportagem da revista Veja

Por Luanna Bernardes, às 19:12 - 22/05/2020 | Atualizado às 20:06 - 22/05/2020

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De acordo com Rei Arthur, o esquema teria arrecadado cerca de R$ 30 milhões (Foto: Agência Brasil)

A Procuradoria Geral da República recebeu uma proposta de acordo de delação premiada do empresário Arthur Soares, o Rei Arthur, que aponta o governador Wilson Witzel como  "chefe supremo" do esquema montado para extorquir empresas prestadoras de serviço. A informação é de uma reportagem da revista Veja. 

No esquema, o governo alega que não tem dinheiro suficiente para quitar as dívidas com os credores, atrasa os pagamentos, abre a possibilidade de uma negociação, e concorda em pagar propina em cima da dívida, ganhando preferência no pagamento.

Em menos de um ano, de acordo com Rei Arthur, o esquema teria arrecadado cerca de R$ 30 milhões com a cobrança de 20 a 30% do valor de cada fatura paga. A delação terá um capítulo destinado ao governador. 

Witzel é acusado de operar o esquema através do pastor Everaldo Pereira, presidente do PSC, partido do governador, e do secretário estadual da Casa Civil e Governança, o ex-deputado federal André Moura, que é citado como o responsável por intermediar as negociações para o recebimento da propina.

Segundo a reportagem, as informações seriam uma proposta de delação premiada do empresário. 

O advogado criminalista e professor da FGV Gabriel Habib lembra que a delação premiada é um acordo entre as duas partes. O conteúdo da delação é um meio de obtenção de prova. 

Arthur Soares ainda teria afirmado que tinha cerca de R$ 100 milhões a receber do Governo. Em julho, seu irmão, Luiz Soares, foi avisado de que a dívida seria integralmente quitada desde que ele concordasse em pagar 20% do valor. O empresário afirma que não aceitou a proposta, e o contrato de sua empresa com o Governo foi suspenso.

Por meio de nota, o Governo do Estado informou que o secretário de Estado da Casa Civil e Governança, André Moura, afirma ser um equívoco a publicação pela revista Veja, com informações sobre investigações em curso na PGR. 

Ainda segundo a nota, no período da suposta negociação narrada pela revista, André Moura não era secretário da Casa Civil e Governança e sequer residia no Rio. Na Internet, Pastor Everaldo chamou as acusações de levianas e mentirosas. 

A nota do Governo do Estado também informa que a denúncia do empresário seria uma investida desesperada de obter uma delação premiada e tentar reduzir sua pena, já que as tratativas com o MP não avançaram. 

O Governo ainda informou que o secretário André Moura nunca teve relação com Rei Arthur ou qualquer pessoa ligada a ele.  O Governo do Estado também afirmou que conseguiu o bloqueio de bens e valores de empresas e pessoas físicas envolvidas nas denúncias através da PGE.

E ainda, de acordo com a reportagem da VEJA, O Superior Tribunal de Justiça recebeu um pedido de instauração de inquérito para apurar a participação de Wilson Witzel no esquema de corrupção nas obras de hospitais de campanha e na compra de respiradores para atender vítimas da Covid-19.

A gente lembra que ex-subsecretários da saúde da gestão de Witzel, Gabriell Neves e Gustavo Borges foram presos pela suspeita de fraude na compra de equipamentos. Sobre esse caso de corrupção no Estado, o governador afirmou por diversas vezes que não compactua com o crime, e que os acusados vão ser julgados, e sempre falou que sua gestão combateria a corrupção no Estado.

Ouça a reportagem completa clicando no player de áudio.

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