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Polícia já identificou os autores de mensagens racistas contra aluna

Em 2016, pai de senegalesa vítima de racismo teve problemas no trabalho por ser estrangeiro

Por Francini Augusto, às 17:15 - 23/05/2020 | Atualizado às 17:15 - 23/05/2020

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Esta não foi a primeira vez que a família senegalesa passou por uma situação de constrangimento (Foto: Reprodução)

"Independentemente de onde eu estiver vou continuar lutando! Esta foi a resposta da adolescente senegalesa Fatou Ndiaye, de 15 anos, ao receber a oferta de bolsas de estudo após ser vitima de preconceito na escola. Fatou recebeu diversas mensagens com ofensas raciais de estudantes do 1º Ano do Ensino Médio do Colégio Liceu Franco-Brasileiro, em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio.

Esta não foi a primeira vez que a família senegalesa passou por uma situação de constrangimento. Em 2016, durante o Jornal BandNews Rio 1ª Edição Ricardo Boechat trouxe a história do pai da estudante. Na época ele correu o risco de ser demitido de onde dava aulas.

Entre os insultos contra Fatou havia frases como  "dou dois índios por um africano"  e "para comprar um negro, só com outro negro mesmo".O doutor e professor de engenharia elétrica Mamour Ndiaye, pai da estudante, afirma que não foi a primeira vez que a filha passou por preconceito na escola particular.

A direção do Colégio Liceu Franco-Brasileiro escreveu uma nota de repúdio alegando estar profundamente indignada com o ocorrido. Mamour Ndiaye garante não vai desistir de lutar.

O caso foi registrado na delegacia e a Polícia Civil já identificou os autores das mensagens. Após o episódio, a família decidiu cancelar a matrícula na unidade de ensino.

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