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Promotores apreendem R$ 8,5 milhões no mesmo dia em que Edmar Santos foi preso - Editoriais - Band News FM

Justiça

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Promotores apreendem R$ 8,5 milhões no mesmo dia em que Edmar Santos foi preso

O Ministério Público do Estado não esclareceu se a quantia pertence ao ex-secretário de Saúde

Por Julia Kallembach e Francini Augusto, às 19:58 - 11/07/2020 | Atualizado às 20:01 - 11/07/2020

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Cerca de R$ 7 milhões estava em reais e o restante em dólares americanos, euros e libras esterlinas (Foto: Divulgação/Ministério Público)

O Ministério Público do Estado do Rio informou que no mesmo dia em que o ex-secretário de Saúde, Edmar Santos foi preso, os promotores apreenderam R$ 8,5 milhões. Desse valor, cerca de R$ 7 milhões estava em reais e o restante em dólares americanos, euros e libras esterlinas.

O órgão, no entanto, se limitou a informar que o valor encontrado pertence a um dos investigados, que teria entregue o montante voluntariamente. A nota só não esclarece se a quantia pertence a Edmar Santos.

Já durante a busca e apreensão nas duas residências do ex-secretário, os agentes localizaram a quantia de R$ 5 mil. Os outros valores, distribuídos em 6 malas e transportados em dois carros fortes. O Ministério Público informou ainda que valor vai ser depositado em conta judicial.

Edmar foi preso na manhã desta sexta-feira (10), em Botafogo, na Zona Sul do Rio. O militar, que é apontado como integrante de uma organização criminosa que fraudou contratos de compra de respiradores pulmonares para atendimento de pacientes da Covid-19, vai responder pelos crimes de organização criminosa e peculato. 

O ex-secretário se encontra em uma Unidade Prisional da Polícia Militar em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, já que é tenente-coronel médico da Polícia Militar da ativa.

A prisão é um desdobramento da Operação Mercadores do Caos, que prendeu o ex-subsecretário de saúde, Gabriell Neves, após análise de materiais apreendidos e mensagens que ligavam o secretário à quadrilha.

A Justiça determinou o bloqueio de bens do ex-secretário, no valor de cerca de R$ 37 milhões referente a três contratos fraudados para a compra de equipamentos médicos, entre eles 1.000 respiradores, pagos de forma antecipada a três organizações sociais e que nunca foram entregues.

As investigações apontam que Edmar Santos ainda tinha influência política na secretaria mesmo após a exoneração.

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