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Rebeliões são registradas em unidades do Degase - Editoriais - Band News FM

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Rebeliões são registradas em unidades do Degase

Os servidores do Degase suspendem a greve após decisão judicial

Por Thaianna de Oliveira, Caroline Lacerda e Emily Almeida , às 23:29 - 08/11/2019 | Atualizado às 23:34 - 08/11/2019

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O Corpo de Bombeiros chegou a ser acionado na unidade da Ilha do Governador (Foto: Sind-Degase)

Duas unidades do Departamento Geral de Ações Socioeducativas do Rio de Janeiro têm registro de rebelião horas depois da suspensão temporária da greve de servidores do Degase.

A segurança precisou ser reforçada, na noite desta sexta-feira (8), no Centro de Atendimento Intensivo Belford Roxo, na Baixada Fluminense, e na Escola João Luiz Alves, na Ilha do Governador.

Na unidade da Zona Norte do Rio a situação ficou mais tensa. Uma das alas chegou a ser tomada pelos adolescentes, que destruíram as portas dos alojamentos e atearam fogo em colchões. Os internos ainda tentaram fugir pela porta da galeria.

A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros foram acionados para o local. Não há informações de feridos.

O Sindi-Degase não descarta retomar a paralisação na próxima terça-feira (12), quando está marcada a audiência pública na Justiça sobre o dissídio.

Mesmo acatando a liminar da Justiça pelo fim do movimento, o presidente do sindicato, João Rodrigues, contestou a decisão.

Além da liberação do porte de armas e a regulamentação do pagamento das horas extras já decretadas, a categoria ainda pede a realização de novos concursos públicos e a progressão funcional garantida por lei.

O Degase afirma que o edital para contratações está sendo encaminhado. Já a progressão funcional, está sendo estudada pela Casa Civil, por conta do Regime de Recuperação Fiscal.

O especialista em finanças públicas, Paulo Feijó, explicou que, neste caso, o Estado fica impedido de fazer aumento de despesas.

Se o governo conceder aumento, terá de apresentar um plano de compensação ao Conselho Fiscal.

Com um agente para cada 30 internos, a Sind-Degase diz que há carência de servidores de outros setores no socioeducatido, como agentes de saúde, pedagogos, psicólogos e assistentes sociais.

Segundo a entidade, um quarto dos cargos do sistema, mantido pelo estado, está vago.

Ao todo, são 2.200 servidores do socioeducativo distribuídos em 25 unidades no estado do Rio de Janeiros, sendo cerca de 1500 agentes de segurança. 

 

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