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Rio cai mais de 20 posições nos últimos três anos em ranking da gestão fiscal das capitais - Editoriais - Band News FM

Economia

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Rio cai mais de 20 posições nos últimos três anos em ranking da gestão fiscal das capitais

A cidade ficou em penúltimo lugar, atrás apenas de São Luís

Por Emily Almeida, às 19:38 - 31/10/2019 | Atualizado às 19:39 - 31/10/2019

O Rio de Janeiro fica em penúltimo lugar no ranking de gestão fiscal das capitais brasileiras levantado pela Federação de Indústrias do Rio. A cidade ficou em vigésimo quinto lugar, seguida apenas de São Luís. Até 2015, o Rio figurava o segundo lugar da lista, caindo mais de 20 posições nos últimos três anos.

No cheque especial e com investimento no nível crítico, a capital está na sexagésima colocação em relação a outras cidades fluminenses e no lugar de número, 2.979 entre os 5.571 municípios brasileiros.

Gastos excessivos com pessoal, restos a pagar sem cobertura de caixa, estando há dois anos com indicador de liquidez no zero, planejamento ineficiente e, por fim, deteriorização dos investimentos são os principais fatores da queda, afirma a analista de assuntos econômicos da Firjan, Nayara Freire.

Niterói, Maricá, Rio das Ostras, Paraty e Conceição de Macabu registraram as melhores pontuações no ranking do estado, com baixo gasto com pessoal e boa capacidade de planejamento financeiro.

Apesar disso, a Firjan avalia ainda que os resultados positivos das 5 cidades foram alavancados pelos royalties do petróleo, o que levanta alerta pela instabilidade da receita.

Na posição de número 198 na colocação nacional e em primeiro lugar no estado, Niterói deve acumular 350 milhões de reais em uma poupança até 2020. É o que afirma o prefeito Rodrigo Neves. A cidade, que já esteve em situação crítica 5 anos antes, adotou estratégias a longo prazo, como otimizar e modernizar a administração, liquidar as dívidas, tornar a receita mais independente da política macroecômica e incentivar pequenas empresas.

Foram analisados 79 dos 92 municípios do estado, onde vivem 15 milhões e 700 mil pessoas. Dez cidades não apresentaram os dados à Secretaria de Tesouro Nacional no prazo ou tinham dados inconsistentes. Mais da metade deles tem dificuldade para administrar os recursos.

Entre os indicadores analisados, o que teve o menor resultado foi o índice de investimento. Os municípios fluminenses investiram apenas 2% do orçamento em 2018, enquanto a média nacional foi de cerca de 5%.

Até o momento, a prefeitura do Rio não se manifestou sobre os resultados da pesquisa.

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