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Secretário de Segurança afirma que não vê solução para a violência sem ajuda do Governo Federal

Roberto Sá cobrou auxílio da União em entrevista à BandNews FM

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A Secretaria de Segurança recebeu, em 2017, 50% a menos de verba em relação ao ano passado. (Foto: Agência Brasil)

O secretário de Segurança do Rio de Janeiro afirma que, enquanto a União não oferecer ajuda ao Governo fluminense, o crescimento da violência no estado não terá solução.

Em entrevista à BandNews FM, nesta segunda-feira (17), Roberto Sá afirmou que há uma epidemia da violência. O secretário de Segurança cobrou auxílio da União, não somente com verba, mas também com as forças federais para interceptar a chegada de armas ao estado.

"Por que não ajudar o Rio com mais velocidade? O Governo Federal tem suas atribuições, através do Ministério da Justiça, da Polícia Rodoviária Federal, enfim. Ou o país e o Rio de Janeiro entendem que violência é uma prioridade ou essas tragédias, infelizmente, se repetirão.”, afirma o secretário.

Roberto Sá reforçou o pedido para que as penas para quem for preso por porte de armas de fogo sejam mais duras. Diante da crise econômica na qual o Rio está afundada, Sá ressaltou que o policiamento nas ruas é prejudicado pela falta de recursos para pagar policiais contratados para trabalhar nas folgas.

Sobre os escândalos de corrupção dentro da PM, como o revelado pela operação Calabar, que prendeu mais de 90 policiais, Roberto Sá disse que o país vive uma crise moral e reconheceu que a corporação não está imune.

O ministro da Justiça também comentou a violência no Rio de Janeiro. Em entrevista à Rádio Bandeirantes, Torquato Jardim afirmou que as UPPs "não deram certo" e que o Plano Nacional de Segurança só deve ter resultado daqui a 10 anos.

"É um trabalho que vai levar muito tempo. Quando você começa a repressão de curto prazo, você tem que pensar nos serviços sociais de médio prazo. Por isso que a UPP não deu certo. Ela foi muito boa no começo quando eram poucas e tentavam chegar os serviços sociais. Expandiu rápido demais e não chegou o benefício social. E aí, deu no que deu.”, diz o ministro.

Nesta segunda-feira (17), um policial militar foi morto durante um confronto com criminosos na Mangueira, Zona Norte do Rio.

(O cabo Bruno dos Santos Leonardo, de 29 anos, estava em uma van com outros PMs para a troca de serviço na base avançada do Telégrafo, na parte alta da favela, quando a equipe foi atacada. Bruno dos Santos foi baleado na cabeça e não resistiu aos ferimentos.

Ele estava há seis anos na PM, era casado e deixa uma filha e um enteado. Um outro militar também foi baleado na perna. O policiamento na comunidade está reforçado.

Com o caso, sobe para mais de 90, o número de agentes de segurança assassinados este ano, segundo levantamento da BandNews FM.

Em outro ponto da cidade, na Linha Vermelha, o patrulhamento foi reforçado no dia seguinte ao tiroteio que interditou a via no domingo, no Complexo da Maré.

A via expressa é o principal acesso ao Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim. Há relatos de motoristas que largaram os carros em frente ao batalhão da área para se abrigar atrás das muretas de divisão das pistas. O funcionário público Carlos Eduardo Almeida voltou, nesta segunda-feira (17), para o local onde deixou o carro e encontrou o veículo com os vidros quebrados.

"Quando eu cheguei no local, o meu carro estava com o vidro quebrado e todos os pertences que eu tinham sido subtraídos. A gente vê que está cada vez mais difícil, mais inviável, morar aqui. O custo de vida é altíssimo... enfim, a gente paga impostos altíssimos e o que a gente recebe em troca... você não se sente seguro em lugar nenhum.”, desabafa o funcionário público.

Não há informações de feridos.

Por Marcelly Setúbal, às 17/07/2017 - 14:33

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