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Economia

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Setor naval planeja cluster no Rio

O objetivo do conglomerado é revitalizar a área

Por Marcelo Silva, às 21:04 - 13/11/2019 | Atualizado às 09:10 - 14/11/2019

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A proposta é distribuir as bases das empresas em sete cidades do Estado (Foto: Agência Brasil )

O Rio de Janeiro pode ser o primeiro estado brasileiro a receber uma concentração de empresas da indústria Naval. A ideia é incrementar os postos de trabalho no setor. Até 2007, o estado fluminense possuía mais de 85% das vagas na indústria naval nacional. Entre 2007 a 2016, essa participação caiu pela metade.

A ideia vem do conceito de Cluster, criado em 1990, em que um grupo de empresas de características semelhantes, se tornam mais eficientes por causa da colaboração mutua entre elas. O projeto elaborado pela Cluster Tecnológico Naval, foi lançado nesta quarta-feira (13), na Casa Firjan, em Botafogo Zona Sul do Rio.

A iniciativa que conta com o interesse das empresas Emgepron, Nuclep, Amazul e Condor Tecnologias. Sobre o Custler Naval, a proposta é distribuir as bases das empresas em sete cidades que ficam localizadas no entorno da Baia de Guanabara - no Rio de Janeiro, Magé, Guapimirim, Itaboraí, São Gonçalo, Duque de Caxias e Niterói.

O vice-presidente do Conselho de Administração, almirante Edésio Teixeira Lima Junior, explicou que as empresas que irão formar uma organização competitiva, visando a cooperação mútua buscando um retorno de escala crescente no segmento.

As companhias pretendem se unir para que juntas possam aproveitar o novo ciclo do petróleo no Estado, que deve incluir investimentos de cerca de U$ 54 bilhões vindos da Petrobras nos próximos 5 anos, conforme anunciado pelo presidente da estatal, Roberto Castelo Branco no mês de agosto desse ano.

Para a doutora Andréa Carvalho da Universidade Federal do Rio Grande Sul, responsável por um estudo sobre a economia da Industria Naval do país, o  Estado do Rio de Janeiro possui um papel fundamental nessa estrutura, devido a quantidade de municípios litorâneos no território fluminense, e sua capacidade de gerar riquesas.

Atualmente, o setor de petróleo e gás tem participação de 13% no Produto Interno Bruto Brasileiro.

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