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Técnica que investigou escuta no condomínio de Bolsonaro jé teve erro apontado em outro processo - Editoriais - Band News FM

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Técnica que investigou escuta no condomínio de Bolsonaro jé teve erro apontado em outro processo

A informação é veementemente contestada pela diretora

Por Carlos Briggs, às 20:37 - 08/11/2019 | Atualizado às 08:02 - 11/11/2019

A mesma perita do Ministério Público que analisou a gravação de uma conversa envolvendo um porteiro do condomínio do presidente Jair Bolsonaro, na Zona Oeste do Rio, no caso Marielle Franco e Anderson Gomes, estava à frente da equipe que errou na análise de escutas telefônicas de um processo, há 10 anos.

A força de trabalho subordinada a diretoria de Evidência e Departamentos Digitais e Tecnoligia do MP, Maria do Carmo Gargaglione, cometeu o que classificou como "um mero erro de digitação", trocando a autoria da voz identificada na investigação. O caso aconteceu em 2009. 

Atualmente vice-presidente da Associação de Peritos do Estado do Rio de Janeiro, a, na época, perita do Instituto de Criminalista Carlos Éboli e responsável por analisar as escutas telefônicas de um determinado processo, Denise afirma que constatou irregularidades, despercebidas por Gargaglione.

A informação é veementemente contestada pela diretora. Em entrevista à BandNews FM, Maria do Carmo Gargagliione confirma que houve um erro de digitação, mas nega que isso tenha influenciado o resultado final do processo. 

O caso ganhou enorme repercussão depois da divulgação que um porteiro do Condomínio Vivendas da Barra disse, em depoimento, que o ex-PM Élcio Queiroz, um dos acusados de matar a vereadora e o motorista, teve o acesso autorizado para o conjunto de casas, no dia do assassinato, por uma pessoa que se identificou como "seu Jair". A ligação teria sido feita da portaria para a residência do então deputado-federal Jair Bolsonaro, que na ocasião estava em Brasília. 

O funcionário do condomínio que sustenta a afirmação feita à Polícia Civil foi localizado pela reportagem da revista Veja, em um bairro da Zona Oeste do Rio de Janeiro dominado pela milícia. Ele afirmou à reportagem que não poderia comentar o assunto. 

O MP Estadual afirma que a versão do porteiro não corresponde às provas. A Polícia Federal abriu um inquérito, a pedido do Ministério Público Federal, para apurar se ele mentiu. Também será investigado se houve obstrução de Justiça, falso testemunho e denunciação caluniosa contra o presidente da República. 

O porteiro que prestou os depoimentos aos investigadores, porém, não é o mesmo funcionário que teve um áudio divulgado pelo filho do presidente, Carlos Bolsonaro, e analisado pela técnica do MP Maria do Carmo Gargaglione.

Agora quem vai analisar o sistema de gravação da portaria é a Polícia Civil que apreendeu o equipamento na quinta-feira. O objetivo é identificar todos que passaram pelo local no dia 14 de março de 2018.

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