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Vereadores de oposição tentam criar CPI para investigar Crivella - Editoriais - Band News FM

Política

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Vereadores de oposição tentam criar CPI para investigar Crivella

O prefeito foi citado em delação premiada de doleiro preso na Operação Câmbio Desligo

Por Marcus Sadok, às 13:00 - 03/12/2019 | Atualizado às 12:04 - 03/12/2019

Marcelo Crivella e outros citados tiveram pedido de investigação homologado pela Justiça (Foto: Agência Brasil)

Vereadores de oposição tentam, mais uma vez, abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o prefeito do Rio. Desta vez, o processo investigativo vai acontecer porque Marcelo Crivella e outros citados em delação premiada de um doleiro tiveram homologado pela Justiça o pedido de investigação feito pelo Ministério Público. Os promotores analisam a criação de um esquema de propina dentro do executivo da capital.

Theresa Berger, do PSDB, Paulo Messina, do PSD e vereadores do PSOL vão ser os autores do pedido.

Messina, que já foi secretário da Casa Civil de Crivella e rompeu com governo durante um dos pedidos de impeachment protocolados na Câmara, disse que a Comissão deve ser aberta até esta quarta-feira (4).

O prefeito Marcelo Crivella não se manifestou sobre a abertura de inquérito do Ministério Público do Estado para investigar a criação do esquema de propina no executivo municipal para liberação de verbas através de pagamentos indevidos

A investigação mostra que o empresário Rafael Alves, irmão do presidente da RioTur, Marcelo Alves seria o operador do suposto esquema de corrupção na Prefeitura. Marcelo Crivella é alvo da investigação.

A ação foi baseada em uma delação premiada. Um doleiro preso na Operação Câmbio Desligo teve a colaboração premiada homologada pela Justiça Federal e pelo Tribunal de Justiça do Estado.

Rafael Alves teria auxiliado Crivella a receber doações de pessoas físicas e jurídicas nas eleições de 2016. Depois do pleito, o irmão virou secretário e ele seria o responsável por organizar a contratação de empresas e cobrar dívidas que a prefeitura teria para receber. O doleiro Sergio Mizhay contou que toda a operação tinha pagamento de propina.

Para provar as denúncias, Mizhay disse que tem imagens das câmeras de segurança das reuniões, depoimento do motorista que o acompanhou nos encontros e dados bancários.

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