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Vereadores de Petrópolis são alvo de operação - Editoriais - Band News FM

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Vereadores de Petrópolis são alvo de operação

A ação é um desdobramento da Operação Caminho do Ouro

Por Natália Rodrigues, às 11/01/2019 - 14:26

A Polícia Civil e o Ministério Público do estado do Rio cumprem 12 mandados de busca e apreensão (Foto: Reprodução | Ouvintes da BandNews FM)

Vereadores da Câmara de Petrópolis na Região Serrana são alvo de operação nesta sexta-feira (11). O político do PTB Wanderley Taboada foi preso em flagrante por porte ilegal de arma.

Operação Sala Vip é um desdobramento da Operação Caminho do Ouro, que chegou a prender o então presidente da Câmara Municipal em abril, que conseguiu habeas corpus 5 meses após a prisão.  

As investigações apontem que, entre os anos 2013 e 2018, o esquema casou prejuízo de 858 mil reais aos cofres do município. Segundo os promotores, os recursos eram usados para pagar mesada, que variava de dois a sete mil reais, a parlamentares aliados do presidente da casa, o vereador Paulo Igor, do MDB. 

A Polícia Civil e o Ministério Público do estado do Rio cumpriu 12 mandados de busca e apreensão em endereços de vereadores, empresários e também na sede da Câmara Municipal. 

Foram denunciados o ex-vereador Marcos Luiz Bernardes Souza, os vereadores Paulo Igor da Silva Carelli, Ronaldo Luiz de Azevedo Carvalho, Luiz Antônio Pereira Aguiar, Reinaldo Meirelles da Sá e Wanderley Braga Taboada.  

Na época, além da apreensão de aproximadamente R$ 155 mil na casa de Paulo Igor, também foram apreendidos cerca de R$ 239 mil em espécie na residência do denunciado Wilson da Costa Ritto Filho, empresário que respondia pela Elfe Soluções em Serviços LTDA, sociedade que foi favorecida em licitação fraudulenta ocorrida na Câmara Municipal de Petrópolis.
  
Técnicos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli concluíram ser de Paulo Igor a caligrafia aposta nos pedaços de papel que identificavam o apelido e as iniciais dos demais vereadores destinatários da propina. 

Além disso, o material apreendido corrobora precisamente o teor de colaboração premiada firmada com o MPRJ e a Polícia Civil, já homologada pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro.

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