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Witzel encomenda estudo para resolver imbróglio do terreno de Batalhão do Leblon - Editoriais - Band News FM

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Witzel encomenda estudo para resolver imbróglio do terreno de Batalhão do Leblon

A gestão passada planejava vender parte da propriedade à iniciativa privada para construção de um condomínio residencial

Por Michael Verissimo, às 17:00 - 11/09/2019 | Atualizado em 17:01 - 11/09/2019

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A Secretaria Estadual de Fazenda afirmou estar revisando a carteira de imóveis do governo (Foto: Diuvlgação | Gov-RJ)

O governador Wilson Witzel encomendou um estudo para resolver o imbróglio envolvendo o terreno do Batalhão de Polícia Militar do Leblon, na Zona Sul do Rio. A gestão passada planejava vender parte da propriedade à iniciativa privada para construção de um condomínio residencial. A informação é de um membro do alto escalão do Executivo fluminense.

Em novembro de 2018, a Secretaria Municipal de Urbanismo disse que a área de 35 mil m² poderia abrigar até 15 edifícios de cinco a oito andares. Atualmente, apenas o quartel policial ocupa um trecho do espaço, que serviu de canteiro de obras para a Linha 4 do Metrô. 

Levando em consideração o último índice da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, divulgado em agosto, o preço médio do m² no Leblon custa pouco mais de R$ 20 mil. Com isso, a quantia a ser gerada pela possível venda do terreno gira em torno de quase R$ 713 milhões. 

Com quase uma década de experiência, o corretor de imóveis Bruno Marques afirma que o bairro carece de empreendimentos de alto padrão. 

A Secretaria Estadual de Fazenda afirmou estar revisando a carteira de imóveis do governo, que conta com mais de três mil endereços. Ainda não há decisão sobre o destino da área do batalhão, segundo a pasta. 

No entanto, a especulação imobiliária pode nem mesmo ser concretizada. Uma lei de 2016 do então vereador e hoje deputado estadual Carlo Caiado (DEM), prevê que a utilização do terreno, em caso de desativação, seja revertida para o uso como instalação pública ou área de lazer à população.  

E é exatamente para assegurar o cumprimento dessa finalidade que a presidente da Associação de Moradores Viva Selva de Pedra, Denise Corrêa, tem mobilizado o bairro. Em julho, o grupo conseguiu cerca de 900 assinaturas na praia. Na internet, o abaixo-assinado reúne quase seis mil adesões. Ela ressalta que o Leblon carece de áreas verdes.

Procurada, a Prefeitura do Rio preferiu não se manifestar.

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