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"A Polícia Civil não faz acordo, faz operação", diz Secretário de Polícia Civil após ameaça do Comando Vermelho - Editoriais - Band News FM

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"A Polícia Civil não faz acordo, faz operação", diz Secretário de Polícia Civil após ameaça do Comando Vermelho

Chefes da facção prometeram "fazer o Rio de Janeiro parar"

Por Clara Nery, às 14:33 - 15/10/2021

Turnowski chegou a receber aval do governador para entrada do Exército nas favelas dominadas pelo CV (Foto: Agência Brasil)

"A Polícia Civil não faz acordo, faz operação". A declaração dada pelo Secretário de Polícia Civil do Rio em resposta a uma ameaça feita pela alta cúpula do Comando Vermelho pode ter evitado uma nova intervenção federal na Segurança Pública do Estado.

Chefes da facção prometeram "fazer o Rio de Janeiro parar", após a corporação divulgar que a alta cúpula da organização criminosa estaria por trás da autorização das mortes dos três meninos desaparecidos em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. No recado enviado ao secretário, os bandidos disseram que iriam incendiar e depredar transportes públicos, e promover rebeliões com mortes em presídios.

Turnowski chegou a receber o aval do governador Claudio Castro para solicitar a entrada das tropas do Exército e veículos blindados nas principais favelas comandadas pelo CV, mas facção, ao saber da autorização, voltou atrás e retirou a ameaça.

Nesta quinta-feira (14), o traficante conhecido como "Bambam", que torturou um morador acusado injustamente pelo desaparecimento dos três meninos de Belford Roxo, foi preso durante ação da Polícia Civil.

Fernando Henrique, de 12 anos; Alexandre Silva, de 11; e Lucas Matheus, de 9; não são vistos desde dezembro do ano passado quando saíram para jogar futebol. Para a Polícia já não há dúvidas de que as crianças foram mortas dentro da favela do Castelar. Os corpos teriam sido jogados em um rio.

A corporação acredita que a facção está ordenando uma série de mortes de integrantes do CV para as investigações não chegarem até os chefes da facção. No fim de semana passado, ocorreu a quinta morte de um traficante da quadrilha como queima de arquivo para despistar a Polícia.

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