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Auditor fiscal apontado como chefe de quadrilha acusada de desviar cerca de R$ 1 bilhão da Previdência Social tem vida de luxo - Editoriais - Band News FM

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Auditor fiscal apontado como chefe de quadrilha acusada de desviar cerca de R$ 1 bilhão da Previdência Social tem vida de luxo

Ele e outros servidores foram alvos de uma operação da Polícia Federal em 2005

Por Carlos Briggs, às 14:07 - 11/06/2021

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Durante dez anos os criminosos desviaram recursos através de vantagens tributárias a 140 empresas (Foto: Joel Santana/Pixabay)

Em fevereiro de 2005, a Polícia Federal prendeu 13 auditores fiscais acusados de desviar cerca de R$ 1 bilhão dos cofres da Previdência Social do Rio. A operação "Ajuste Fiscal" levou para a cadeia os servidores pela prática de cobrança forjada e com valor maior do que o imposto realmente devido ou perdoando dívidas tributárias, em troca de propinas. Os bandidos foram acusados pelo Ministério Público Federal de formação de quadrilha, além, evidentemente de crime contra a ordem tributária. Nove foram condenados.

Durante dez anos os auditores bandidos desviaram recursos públicos através de vantagens tributárias a 140 empresas, de médio e grande porte e de vários setores da economia, inclusive multinacionais.

Boa parte desses fiscais ocupava cargos de chefia e ganhava salários de R$ 10 mil a R$ 15 mil. Arnaldo Carvalho da Costa, foi apontado como o chefe da quadrilha. O então fiscal tinha um patrimônio declarado de 17 imóveis, uma fazenda em Rio das Flores, casa em Búzios e três veículos.

A investigação durou um ano e as prisões foram possíveis graças à operação "Mar Azul", feita em 1º de dezembro de 2004, quando foram apreendidos documentos na casa de Arnaldo Carvalho da Costa e que demonstravam como o grupo atuava.

Além de Arnaldo Costa, ainda foram condenados Antônio Vinícius Monteiro, Paulinéa Pinto de Almeida, Francisco Cruz, Geanette Assumpção José, Arinda Rezende de Pinho Monteiro, Paulo José Gonçalves Mattoso, Rogério Gama Azevedo e José Eduardo Gomes Iiuorno.

Em 2015, após alguns recursos, o processo foi arquivado pela Justiça Federal do Rio de Janeiro. O prazo para prescrição do crime era de 8 anos.

Atualmente, Arnaldo Carvalho da Costa vive com a mulher e as duas filhas em uma casa em são Francisco, bairro nobre de Niterói. Tem 2 carros de luxo, uma casa em Búzios, dentro de uns dos condomínios de luxo na praia de Jeribá, de frente ao mar. Arnaldo teve duas lanchonetes da franquia do Bobs. Segundo a empresa, a parceria foi encerrada em 2019.

O ex-fiscal tem ainda alguns outros imóveis bem localizados na Região Oceânica de Niterói e ainda em Icaraí. Faz constantemente viagens para o exterior, especialmente para Dubai, Maldivas e pela Europa. Frequenta restaurantes e hotéis cinco-estrelas no Rio de Janeiro e frequentemente a família posta a vida de luxo através das redes social. Pessoas próximas nos contam ainda que Arnaldo Carvalho da Costa possui um patrimônio fora da realidade de qualquer pessoa que tenha sido, um dia, um servidor público.

Em outubro de 2017, a defesa de Arnaldo Costa entrou com um recurso junto ao Supremo Tribunal Federal, pedindo para ter o emprego de auditor fiscal da Receita Federal de volta, mas o ministro Luís Roberto Barrosso entendeu que qualquer decisão diferente do veredito dado pela Justiça Federal do Rio geraria conflito entre as instâncias de poder.

A opinião foi embasada no fato que o Tribunal Regional Federal do Rio decidiu pela perda do cargo público. Dessa forma, como a prescrição se deu para a condenação criminal, Luiz Roberto Barroso não autorizou a recondução do cargo e, com isso, manteve Arnaldo Carvalho da Costa na condição de exonerado da Receita Federal.

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