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Cinco anos após queda de trecho da Ciclovia Tim Maia, futuro da via ainda não está definido - Editoriais - Band News FM

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Cinco anos após queda de trecho da Ciclovia Tim Maia, futuro da via ainda não está definido

A maior parte do percurso permanece interditada por ordem judicial por causa do risco de novos desabamentos

Por Andrezza Buzzani, às 16:06 - 20/04/2021

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Na manhã do dia 21 de abril de 2016, o trecho desabou durante uma ressaca (Foto: Agência Brasil)

Cinco anos após a primeira queda do trecho da Ciclovia Tim Maia, que deixou dois mortos na Zona Sul do Rio, o futuro da via ainda não está definido.

A maior parte do percurso permanece interditada por ordem judicial por causa do risco de novos desabamentos. Enquanto isso, a Prefeitura do Rio anunciou que está sendo feita uma licitação para substituir guarda-corpos, que são furtados diariamente no trecho entre São Conrado e a Barra da Tijuca, na Zona Oeste. O prefeito, Eduardo Paes, afirmou que tenta resolver a questão jurídica da outra parte do percurso, para então, fazer um plebiscito e entender se os cariocas querem ou não a manutenção da ciclovia.

Até agora, o desfecho da história ainda não é consenso entre moradores do Rio.

Na manhã do dia 21 de abril de 2016, três meses após a inauguração, o trecho da Ciclovia Tim Maia, entre o Vidigal e São Conrado, na Zona Sul, desabou durante uma ressaca.

O engenheiro Eduardo Marinho de Albuquerque, de 54 anos, e o gari Ronaldo Severino da Silva, de 60 anos, passeavam pela ciclovia no feriado, no momento da queda. As vítimas não resistiram depois que uma forte onda derrubou os blocos do tabuleiro que era apoiado sobre pilares. A família de Eduardo preferiu não gravar entrevista, e o parentes de Ronaldo não foram localizados.

Mesmo após a primeira grande tragédia, a via ainda passou por outros três desabamentos durante temporais. Com vista para uma das mais belas paisagens do Rio de Janeiro, a ciclovia virou cenário de abandono e ainda é ameaçada pelos furtos de peças de alumínio e a falta de conservação. Um dos fundadores do grupo Salvemos São Conrado, Marcello Farias, que acompanha as questões do bairro, alerta para o perigo de trechos que já estão sem as grades de proteção.

Cerca de R$ 45 milhões foram gastos na obra. Com a construção do trecho de nove quilômetros, seria possível pedalar pela orla do Rio do Leme ao Pontal. O percurso foi justamente a inspiração para o nome da ciclovia, batizada em homenagem ao cantor e compositor Tim Maia, autor da música "Do Leme ao Pontal".

A arquiteta Ana Teresa Nadruz, integrante do movimento "Não Vamos Esquecer Ciclovia", que acompanha o caso, é a favor da demolição, e aponta uma série de falhas na construção.

Em agosto do passado, a Justiça condenou a três anos, dez meses e 20 dias de prisão, os 15 réus no processo sobre a queda da Ciclovia Tim Maia, entre engenheiros e profissionais envolvidos na elaboração e execução do projeto. A pena foi convertida em prestação de serviços à comunidade.

A Prefeitura do Rio exonerou os presidentes da Fundação Instituto Geotécnica e da Empresa Municipal de Urbanização, também condenados pela queda.

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