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Construção de um anexo no Inca planejado há 6 anos não saiu do papel até hoje - Editoriais - Band News FM

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Construção de um anexo no Inca planejado há 6 anos não saiu do papel até hoje

Ministério da Saúde destinou aproximadamente R$ 500 milhões para o projeto e não há sinal de onde dinheiro foi parar

Por Carlos Briggs, às 15:43 - 15/09/2021

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Há seis anos, o Ministério da Saúde destinou aproximadamente R$ 500 milhões para a construção de um anexo, ao prédio central do Inca, na Praça da Cruz Vermelha, O projeto não saiu do papel e o dinheiro sumiu.

A ideia era aproveitar o espaço, trazer todas as unidades do Inca para a região e transformar o Instituto numa espécie de Complexo de Oncologia, através da pesquisa, ensino, tratamento e assistência; em um espaço de aproximadamente 15 mil metros quadrados.

O terreno foi doado a União pelo Governo do Estado, na gestão de Sérgio Cabral, através de desapropriação do hospital do Instituto de Assistência dos Servidores do Estado, o Iaserj

O projeto começou no fim de 2012, passou por seis ministros, mas parou na Lava Jato. Em 2015, o Minstério Público Federal chegou à construtora Schahin Engenharia, que estava responsável pelo novo complexo. A empresa foi considerada suspeita de participar do cartel que superfaturava obras para a Petrobras, através de delação do ex-gerente da estatal Pedro Barusco.
 

O grupo Schahin pediu recuperação judicial para 28 empresas do conglomerado. O processo envolve um passivo de R$ 6,5 bilhões. A construtiva abandonou a obra, assim como as empresas subcontratadas pelo mesmo grupo para executar a obra de expansão do Inca.

Ao assumir o Ministário da Saúde, o deputado fedeal Ricardo Barros, anunciou que o projeto não mais aconteceria.


Uma funcionária do Instituto, que teve a identidade e a voz distorcida diz o que ficou a promessa de um novo Inca e a realidade de hoje.

Ocorre que o valor de cerca de R$ 500 milhões já estava assegurado pelo Minsitério da Saúde, através recurso carimbado, o que significa dizer que precisa ser gasto na finalidade pela qual foi criado

O terreno está cercado com tapumes, que tentam frear algumas tentativas de invasão de usuários de drogas, e, cujo interior está tomado por matagal.
O paciente Carlos Alberto Moreira, que faz revisão após se curar em tratamento no Inca, elogiou a equipe médica, mas lamentou o tratamento dado pelas autoridades públicas a unidade, referência no Brasil.

Em nota, o Inca informou que gastou, só em 2019, R$ 400 mil para estabilizar o terrno e agora, usa terceirizados para fazer a vigilância do espaço e evitar invasões.

O Iaserj, que foi desativado à época, contava com serviço para atender a comunidade local, como de infectologia, na mema época em que o Rio registrava aumentos significativos de casos de Zika e Chikungunya.

A unidade, demolida em 2013, contava com 400 leitos.
O Ministério da Saúde não respondeu ao nosso questionamento sobre o destino do dinheiro que estava reservado para as obras do Inca.

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