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Crise com água da Cedae pode ser sanada em uma semana, acredita Witzel - Editoriais - Band News FM

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Crise com água da Cedae pode ser sanada em uma semana, acredita Witzel

Tratamento com carvão ativado deve ser iniciado nesta quinta-feira (23)

Por Michael Veríssimo, às 12:29 - 22/01/2020 | Atualizado às 15:15 - 22/01/2020

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Crise de água dura quase 20 dias (Foto: Agência Brasil)

O governador do Rio acredita que a crise hídrica que atinge alguns pontos do estado deve ser sanada em uma semana. A Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio prevê que as operações de tratamento com carvão ativado na Estação de Tratamento do Guandu, na Baixada Fluminense, sejam iniciadas nesta quinta-feira (23).

Apesar disso, a eliminação das alterações causadas pela geosmina em cada imóvel vai depender da renovação da água nos reservatórios internos.

De acordo com a Secretaria da Casa Civil, o governo entende ser razoável que haja um abatimento na conta de água de consumidores afetados pelo problema. No entanto, essa decisão não cabe ao Palácio Guanabara, mas sim ao conselho administrativo da Cedae, formado por 11 membros. 

Entre as atribuições do comitê estão fiscalizar a gestão dos diretores da companhia e deliberar sobre proposta de alteração da política tarifária.

Procurada para saber se o tema seria colocado em pauta, a empresa ainda não se manifestou.

Para o colunista da BandNews FM e especialista em ciência de dados, Guto Graça, o assunto deve figurar nas redes sociais por algum tempo: “chamam a atenção alguns números, sobretudo quando já se passaram mais de 15 dias do início do fato. 15% do volume total ainda ficam sendo perguntas do que aconteceu de fato e 10% sobre o quão perigoso está sendo o consumo da água”.

Por determinação da Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Rio, a estatal terá de arcar com todos os custos relacionados a aquisição de maquinário, compra do carvão ativado e operações para o tratamento da água. A medida visa impedir que o consumidor seja penalizado com gastos extras.

A Agenersa também definiu que a partir de agora a Cedae deve comunicar imediatamente à população sempre que houver possíveis alterações na turbidez, cor, odor e gosto da água fornecida.

Até sexta-feira (24), a Polícia Civil espera terminar a fase de tomada de depoimentos no inquérito que apura a possibilidade de sabotagem no Guandu. Até o momento, oito pessoas já foram ouvidas no caso, entre elas o presidente da empresa, Hélio Cabral.

Ouça a reportagem clicando no player de áudio.

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