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Exclusivo: Eduardo Fauzi diz que pretende retornar ao Brasil no fim de janeiro - Editoriais - Band News FM

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Exclusivo: Eduardo Fauzi diz que pretende retornar ao Brasil no fim de janeiro

O empresário é acusado de participar do ataque à sede do Porta dos Fundos

Por Michael Verissimo, às 17:25 - 06/01/2020 | Atualizado às 10:16 - 07/01/2020

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Eduardo Fauzi Richard Cerquise é considerado foragido desde o mês passado. (Foto: Divulgação)

O empresário Eduardo Fauzi Richard Cerquise, acusado de participar do ataque com coquetéis molotov à sede do Porta dos Fundos, disse em entrevista exclusiva à BandNews FM que pretende se apresentar as autoridades brasileiras no fim de janeiro.

Fauzi é considerado foragido desde o mês passado e está na Rússia, onde tem família. Segundo o economista, de 41 anos, ele foi a Moscou para passar o Natal ortodoxo com o filho e a viagem já estava programada, com a passagem de volta comprada para o dia 30. As celebrações acontecem nesta terça-feira (7).

O suspeito também afirmou já ter solicitado ao Kremlin asilo político. De acordo com ele, o pedido será analisado após o feriado nacional do país.

Questionado sobre sua participação direta no ataque e na compra dos materiais, Fauzi preferiu não responder, sob a justificativa de ser uma estratégia da defesa. No entanto, durante toda a entrevista exclusiva à BandNews FM, ele se inclui no ato criminosos e dá a entender que é membro do grupo responsável pelo ataque.

O nome dele está na lista de procurados da Interpol desde a semana passada.

Na véspera do Natal passado, um grupo de mascarados jogou os artefatos incendiários na sede do Porta dos Fundos, no bairro do Humaitá, na Zona Sul do Rio. Um segurança que estava no local não se feriu. A produtora tem sido criticada nas redes sociais por alguns grupos cristãos pela maneira como retratou Jesus no especial de Natal de 2019 da Netflix. O filme insinua que Jesus teve uma experiência homossexual após passar 40 dias no deserto.

Nesta segunda-feira (6), o PSL expulsou o empresário da legenda, cuja filiação aconteceu em 2001.

A ficha criminal do empresário é extensa. Com pelo menos 20 anotações, ele é investigado pela prática de crimes como ameaça, lesão corporal e formação de quadrilha. Além disso, foi acusado em 2013 de manter um estacionamento irregular no Centro do Rio. Naquele ano, ele agrediu com um tapa o então secretário municipal de Ordem Pública Alex Costa.

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