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Mais de 70% dos bares e restaurantes do Rio estão endividados - Editoriais - Band News FM

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Mais de 70% dos bares e restaurantes do Rio estão endividados

Desde o início da pandemia, 75% das empresas demitiram empregados, segundo levantamento da Associação Nacional de Restaurantes

Por Gabriela Morgado, às 02:16 - 28/05/2021

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Em todo o Brasil, o índice de endividamento também é de 71% (Foto: Divulgação/Agência Brasil)

Setenta e um por cento dos donos de bares e restaurantes do Rio estão endividados. A maior parte deles deve a bancos: 81%. Já 61% têm dívidas tributárias e 36,5% têm contas a acertar com fornecedores. Os dados são de um levantamento da Associação Nacional de Restaurantes, feito entre abril e maio, com 147 comerciantes.

Os dados revelam uma quebra da expectativa da situação do setor, que chegou a registrar recuperação gradual, no fim de 2020 e início de 2021. Mas, com as orientações das autoridades sanitárias para a adoção de medidas restritivas, de contenção do avanço da Covid-19 no estado, os bares e restaurantes do estado voltaram a demitir funcionários e contrair dívidas.

Segundo a pesquisa, desde o início da pandemia, 75% das empresas demitiram empregados. A dívida de quase um quinto dos comerciantes chega a mais de um ano do faturamento em 2020.
A maior parte deles, 62%, afirma que não tem capital para funcionar, em caso de novas restrições.

O diretor executivo da Associação Nacional de Restaurantes e presidente do Sindicato de Bares e Restaurantes do Rio Fernando Blower acredita que os comerciantes do setor só devem voltar a ter lucro daqui a alguns anos.

Alguns municípios criaram programas para socorrer o setor. No Rio, a Prefeitura instituiu o Auxílio Empresa Carioca, para micro e pequenos empresários que sofreram com o fechamento dos estabelecimentos durante a antecipação de feriados no fim de março e início de abril. O Município também anunciou o Crédito Carioca, programa de financiamento de pequenas e médias empresas.

Mas, para Pedro Igor, dono de um restaurante em Vila Isabel, na Zona Norte, o aumento nos preços dos alimentos e embalagens impede que os empresários consigam ter uma reserva de dinheiro.

Segundo o levantamento, no Brasil, o índice de endividamento também é de 71%, e a taxa de colaboradores demitidos na pandemia é de 21%.

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