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Economia

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PIB cresce no primeiro trimestre de 2021

Coordenadora de Contas Nacionais do IBGE Rebeca Palis, afirma que a soja impulsionou a taxa

Por Ryan Lobo e Julia Kallembach, às 21:05 - 01/06/2021

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As indústrias extrativas, por exemplo, tiveram 3,2% de aumento (Foto: Reprodução/Agência Brasil)

O Produto Interno Bruto cresceu 1,2% no primeiro trimestre de 2021, quando comparado ao último trimestre de 2020, na série com ajuste sazonal, fechando os três primeiros meses do ano em pouco mais de R$ 2 trilhões.

O número é 1% maior em relação aos três primeiros meses do ano passado. No acumulado nos quatro trimestres, terminados em março de 2021, o PIB caiu 3,8%, comparado aos quatro trimestres anteriores.

De acordo com os dados divulgados pelo IBGE hoje, as taxas positivas foram puxadas pela agropecuária, com 5,7% de alta, Indústria, com 0,7%, e Serviços, com 0,4%.

Coordenadora de Contas Nacionais do IBGE Rebeca Palis, afirma que a soja impulsionou a taxa.

As indústrias extrativas, por exemplo, tiveram 3,2% de aumento. Também registraram taxas positivas a Construção e a Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos. Já as indústrias de transformação tiveram resultado negativo.

Nos Serviços, houve resultados positivos em Transporte, armazenagem e correio; Intermediação financeira e seguros; Informação e comunicação; Comércio; Atividades imobiliárias e outros serviços. A única variação negativa veio da Administração, saúde e educação pública.

No setor externo, as Exportações de Bens e Serviços tiveram crescimento de 3,7%, enquanto as Importações de Bens e Serviços cresceram 11,6% em relação ao quarto trimestre de 2020.

Na avaliação do ex-diretor de assuntos internacionais do Banco Central, Diretor da Consultoria Econômica Schwartzman e Associados, Alexandre Schwartzman, o resultado divulgado pelo IBGE superou as expectativas dos economistas, que esperavam um crescimento um pouco menor em função do fim do auxílio emergencial.

Mas, segundo ele, o país voltou a atingir o patamar que se tinha na pré-pandemia.

Para o futuro, o economista acredita que é possível olhar com otimismo para o crescimento da economia, principalmente com se o país vacinar mais e conseguir evitar a crise do setor elétrico.

Schwartzman avalia, no entanto, que se o país depender do andamento de reformas para atingir um bom patamar, o otimismo dá lugar ao pessimismo, uma vez que ele não enxerga grande possibilidade do Congresso alterar a cobrança de impostos no país com a reforma tributária.

Ele também cita a reforma administrativa, que, hoje, "não tem apoio nem do presidente da república", disse.

Ouça a reportagem completa clicando no player de áudio.

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