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Relatório aponta que Rio Guandu está em situação vulnerável por conta da poluição - Editoriais - Band News FM

Meio Ambiente

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Relatório aponta que Rio Guandu está em situação vulnerável por conta da poluição

A quantidade de sujeira somada ao calor são fatores ideais para a proliferação da geosmina

Por Pedro Antonio Guimarães, às 15:09 - 17/01/2020

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A Bacia do Rio Guandu é cercada por 15 municípios do estado (Foto: Divulgação/Rio Guandu)

A Companhia de Águas e Esgotos poderia ter evitado a proliferação de algas nos afluentes que abastecem o Rio Guandu, de onde vem a água consumida na Região Metropolitana do Rio. A afirmação é da engenheira ambiental, Daiana Gelelete, e consta em um plano elaborado pelo Comitê do Guandu, integrado por diversas instituições, inclusive a Cedae.

O relatório foi divulgado no fim de 2018 e aponta que os rios Poços, Ipiranga e Queimados, juntos jogam no manancial do Guandu, diariamente 56 milhões de litros de matéria orgânica.  

A quantidade de sujeira somada ao calor são fatores ideais para a proliferação da geosmina que tem deixado a água que os moradores bebem com cheiro, gosto e cor. Daiana Gelelete, responsável por recursos hídricos do Comitê, aponta que a quantidade de matéria orgânica nos três rios gerou a alga.

O Plano Estratégico de Recursos Hídricos do Comitê estimou que para limpar o manancial seriam necessários cerca de R$ 1,4 bilhão investidos pelos próximos 25 anos. O engenheiro sanitarista, Adacto Ottoni, explica que a Companhia deveria criar estratégias de curto, médio e longo prazo para resolver de vez o problema:

90% da água do Rio Guandu é abastecida pelo Bacia do Rio Paraíba do Sul que tem mais de 70% área verde desmatada.

Essa é uma das 8 ações prioritárias previstas no estudo. O Comitê indica um investimento de R$ 158 milhões para restauração e conservação de áreas verdes.

Até 2042, são previstos 40 programas que exigiriam um desembolso total de mais de R$ 2 bilhões. No entanto, de acordo com a engenheira Daiana Gelelete, não há dinheiro em caixa para esse investimento.

A Cedae escolheu utilizar o tratamento de carvão ativado para tentar resolver o problema. Nesta sexta-feira (17), a primeira parte do equipamento chegou à Estação de Tratamento do Gandu, na Baixada Fluminense. As outras partes, incluindo o mineral, devem chegar somente no fim de semana.

A professora da UERJ Rosane Cristina de Andrade, especialista em tratamento de água, explica que essa saída é alternativa e deve complementar a limpeza já feita pela Cedae.

A Bacia do Rio Guandu é cercada por 15 municípios do estado. O estudo aponta que o rio está em situação vulnerável e foi destacado ainda o risco de acidentes com lixo industrial.

Ouça a reportagem completa clicando no player de áudio.

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